Nosso e-mail:engenhodeleitura@gmail.com

engenhodeleitura@gmail.com

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Festas e tradições populares


O ano de 2016 começou no município de Messias – onde está localizada a Bititinga, em sua área rural – com as festividades em homenagem ao Padroeiro da cidade, São Sebastião, cuja data maior é o dia 20 de janeiro.

Igreja Matriz de São Sebastião- Messias/Al


Desde o dia 11 de janeiro a Paróquia de Messias realiza sua programação-católica na matriz de São Sebastião, localizada à rua Floriano Peixoto,  área urbana de Messias.

Outras festividades também acontecem com a programação organizada pela prefeitura, como as apresentações musicais e culturais, entre elas a tradicional Cavalhada.




Foi um domingo muito movimentado na pista de cavalhada, em Messias, com os cavaleiros defendendo as cores vermelho e azul, e um público animado que foi prestigiar este folguedo popular que tem raízes europeias. Sua origem é bem antiga e lembra as lutas de reconquista para expulsar os mouros da Europa, misturando esse fato com as aventuras de Carlos Magno e seus cavaleiros. O folguedo se realiza tendo os cristãos vestidos de azul  e branco e os mouros de vermelho. 

Perfilados a cerca de 100 metros dos mastros que sustentam uma argola suspensa no ar, os corredores iniciaram a disputa. 

O Lanceiro Acari - Quase 50 anos acompanhando os cavaleiros alagoanos






Conversei com o lanceiro Acari (  José Ernandes da Silva), natural do município de Atalaia, e que faz questão de dizer que “ anda nesse folclore das Alagoas há 47 anos, percorrendo todo o estado participando das cavalhadas como lanceiro" (ou argoleiro). 


Os cavaleiros trajados de azul e de vermelho disputaram o título de vencedor, alcançado através do maior número de vezes em que os cavaleiros conseguem retirar com a lança, a argola fixada na corda que fica na parte central da corrida.

 O lanceiro  Acari é responsável por pegar as argolinhas - que caem na tentativa dos cavaleiros em retirar com suas lanças a argola -, para entregar ao cavaleiro que vai colocar novamente no lugar . O Acari tem muito orgulho do que faz e diz que já recebeu vários troféus como 'Amigo dos Cavaleiros'. 

Indumentária: De casquete e blusa nas cores azul e vermelho, calça branca e cinto preto (diz que não pode ser marrom, só preto) o Acari diz que é uma espécie de “Diana” do pastoril (o folclore que também defende as cores azul e encarnado), e que se sente muito feliz em trabalhar nas cavalhadas. Diz que já correu todo o estado tendo participado de muitas cavalhadas também na Bititinga.




A animação da Cavalhada ficou por conta da Banda de Pífano de Flexeiras.




 As cavalhadas recriam os torneios medievais e as batalhas entre cristão e mouros, algumas vezes com enredo baseado no livro Carlos Magno e Os Doze Pares da França , uma coletânea de histórias fantásticas sobre esse rei. No Brasil, registam-se desde o século XVII 


Parabéns ao Acari, e os valentes cavaleiros, que têm ajudado a preservar este folclore tão bonito e popular que é a Cavalhada.

Os grupos de cavaleiros desfilaram e cumpriram com o ritual de oferecer a cavalhada ao santo padroeiro daquela comunidade.

Durante a apresentação, os cavaleiros sempre que tiravam a  argola, eram recebidos pelos pares com um corte de tecido e amarrado em torno do corpo.



No Livro Cavalhadas , o folclorista alagoano Théo Brandão descreve a origem, as características e rituais da Cavalhada.