O ano de 2016 começou no município de Messias – onde está localizada a
Bititinga, em sua área rural – com as festividades em homenagem ao Padroeiro da
cidade, São Sebastião, cuja data maior é o dia 20 de janeiro.
| Igreja Matriz de São Sebastião- Messias/Al |
Desde o dia 11 de janeiro a Paróquia de Messias realiza sua
programação-católica na matriz de São Sebastião, localizada à rua Floriano Peixoto, área urbana de Messias.
Outras festividades também acontecem com a programação organizada pela prefeitura,
como as apresentações musicais e culturais, entre elas a tradicional Cavalhada.
Foi um domingo muito movimentado na pista de cavalhada, em Messias, com os cavaleiros
defendendo as cores vermelho e azul, e um público animado que foi prestigiar
este folguedo popular que tem raízes europeias. Sua origem é bem antiga e lembra as lutas de reconquista para expulsar os mouros da Europa, misturando esse fato com as aventuras de Carlos Magno e seus cavaleiros. O folguedo se realiza tendo os cristãos vestidos de azul e branco e os mouros de vermelho.
| Perfilados a cerca de 100 metros dos mastros que sustentam uma argola suspensa no ar, os corredores iniciaram a disputa. |
O Lanceiro Acari - Quase 50 anos acompanhando os cavaleiros alagoanos
Conversei com o lanceiro Acari (
José Ernandes da Silva), natural do município de Atalaia, e que faz questão de dizer que “
anda nesse folclore das Alagoas há 47 anos, percorrendo todo o estado
participando das cavalhadas como lanceiro" (ou argoleiro).
Indumentária: De casquete e blusa nas cores azul e vermelho, calça branca e cinto preto (diz que não pode ser marrom, só preto) o Acari diz que é uma espécie de “Diana” do pastoril (o folclore que também defende as cores azul
e encarnado), e que se sente muito feliz em trabalhar nas cavalhadas. Diz que já correu todo o estado tendo participado de muitas cavalhadas também na Bititinga.
A animação da Cavalhada ficou por conta da Banda de Pífano de Flexeiras.
| As cavalhadas recriam os torneios medievais e as batalhas entre cristão e mouros, algumas vezes com enredo baseado no livro Carlos Magno e Os Doze Pares da França , uma coletânea de histórias fantásticas sobre esse rei. No Brasil, registam-se desde o século XVII |
Parabéns ao Acari, e os valentes cavaleiros, que têm ajudado a preservar este folclore tão bonito e popular que é a Cavalhada.
