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domingo, 28 de abril de 2013

O Jardim da Vovó - I

Margarida, Josefina, Benedita, Maria, Sinhazinha, Eulália, Tereza, Neusa, Helena, Lena...esses são alguns nomes de vovós que serão homenageadas no Jardin da Vovó. A ideia surgiu durante a nossa anterior visita à Bititinga e foi discutida com os moradores e a turminha que comparece às atividade do Projeto Engenho de Leitura, Artes e Empreendedorismo Bititinga. 

Moradores e voluntários do Projeto Engenho discutem sobre a criação do jardim da Vovó



O Geraldo Rosalino, Presidente da Associação dos Moradores da Bititinga acolheu a ideia  que foi discutida com entusiasmo. Sempre que visitamos o lugar levamos alguma plantinha, como está que a Genilda apreciou, e a Mocinha disse que todos vão ter o seu lugarzinho para plantar uma flor em homenagem a vovó.
Cada criança vai plantar e cuidar de uma plantinha em homenagem a vovó


Em frente a biblioteca já iniciamos o plantio de grama. Quem quiser ajudar poderá doar alguma placa de grama, mudas de planta, ferramentas de jardinagem, pedrinhas de jardim, ideias e ideias que serão muito bem-vindas. .

Geraldo Rosalino acolheu a ideia do Jardim da Vovó e vai organizar a divisão dos canteiros junto com a garotada

Placas de grama já estão sendo levadas para incentivar a criação do jardim

O Jardim da Vóvo vai ser feito bem em frente ao acesso da Biblioteca Bititinga.



Louis Tiago diz que já tem ideias sobre o que plantar em seu canteiro para a vovó



O lugar já tem belas árvores ao redor onde em dias de sol fazemos a nossa "Contação de Histórias" para a turminha

Quem sabe no fututo a Bititinga possa virar um lindo canteiro de flores que poderá  ser exibida em uma exposição? A ideia é também fazer com que o "espírito do empreendedorismo" possa brotar dessa ideia.


Moradores também podem produzir suportes de madeira e outros artesanatos para gerar renda





Antigos e atuais moradores da Bititinga se unem para a criação do jardim da Vovó


A fachada da Biblioteca ficará mais bonita com uma pintura e flores




domingo, 21 de abril de 2013

Pequenos Leitores

Qual a idade ideal para começar a ler?  Com certeza a resposta seria quando as pessoas (crianças, e adultos sem serem alfabetizados) começassem a juntar as letrinhas para formar cada palavra, frase, expressões.. Mas, a verdade é que desde cedo os livros despertam a curiosidade dos pequeno s- quando são estimulados-, principalmente se os livrinhos forem bem coloridos, cheios de ilustrações e capas criativas como os que vieram da Holanda e que fizeram a festa da criançada da Bititinga.



Sentados em um grande " tapete mágico" com os livros ao redor, crianças ainda de colo tiveram contato com a leitura, olhando, tocando e folheando os livrinhos com a ajuda de outras crianças, adolescentes, e adultos que também se deliciaram com as historinhas.

Desde cedo os livros despertam a atenção das crianças quando estimuladas



Para mostrar de onde os livrinhos vieram, o Louis (12) preparou um slide no computador contando um pouco sobre a Holanda, onde está situada na Europa, quais as suas principais cidades, atrações turísticas, algumas pessoas famosas... e mostrou até uma foto da Ju (a Juliette Fernandes), a brasileira que mora na cidade de Zundert e que ao trabalhar na bibilioteca da cidade vizinha de Breda teve a ideia de traduzir os livrinhos infantis, que eram susbstituidos do acervo, e depois enviá-los para as bibliotecas de projetos de leitura  como a da Bititinga.



Louis Tiago, colaborador e voluntário do Projeto Engenho de Leitura, Artes e Empreendedorismo Bititinga preparou e apresentou uns slides (pena que não tivemos um telão) sobre a Holanda.

Quem também ajudou nas brincadeiras foi a nossa amiguinha Luana, que pela primeira vez foi conhecer o Projeto de Leitura na Bititinga, e fez questão de levar pipocas e outros brindes para quem participou das atividades do projeto. A Luana, que estuda no mesmo colégio do Louis, em Maceió, também curtiu os livrinhos vindos da Holanda ao lado de outras crianças que moram na Bititinga.




Pais, tios, avós e irmãos também se envolveram na contação das historinhas para os pequenos leitores.







Dani, sempre presente nas tardes do Projeto, mostra que também adora a historinha da Chapeuzinho Vermelho  que encanta gerações por todo o mundo


Luana se concentrou nas leituras que tinha muitas ilustrações





A caixa dos livrinhos viajantes que agora dão mais colorido à Biblioteca da Bititinga





Louis faz algumas atividades em uma lousa ( doada pela prima Isabelle, dona de A Papelaria)



Apresentação sobre a Holanda, de onde vieram os livros doados pela Juliette



Historinhas despertaram o interesse das crianças



Hora do lanche !

Confira a lista com os novos livrinhos doados para o acervo da Bibllioteca da Bititinga:


Infantis e infantojuvenis: Doação*              

Bom Dia Pedro Henrique - Marie- Louise Gay
Brincar - Helen Oxenbury
Cátia e a Barriga da Mamãe - Liesbet Slegers
Eu Moro Em Duas Casas- Caire Masurel en Kady Mac Donald Denton
Eu Quero Uma Irmãzinha -  Tony Ross
Eu Quero Meu Presentinho -  Tony Ross
Caio No Avião - Liesbet Slegers
Chapeuzinho Vermelho- Eerste Vrerhalen
Denis é Levado - Yves Got
E Agora Eu Vou Dormir - Afijn
Felix Medroso - Peta Coplans
Fred é Independente - Francine Oomen (Van Goor)
Inverno- Maeria Rius
Isis Recebe Visita - Esther en Kirsten Plomp
O Que Você Está Fazendo?
O Passeio - Druk op de Knop
Miguel Vai Nadar - Averbode
Minha Galinha - Frow Steeman
Nadar é Gostoso -  Kathleen Amant
Não Me Solte - Tony Ross & Jeane Wills

Olhe e compare - Mick Inkpen
Os brinquedos de Denis - Yves Got
Palavras - Trommel
Pic-Nic Com Torta -  Lanno
Por que Isso? - Tony Ross (Uitgeverij-Sjaloom)
Vovô e a sorte - Juta Bauer (Querido)

Vincent Ama As Cores - Silvia Sirkis (tradução Cristina Antunes) - Doação da Autêntica Editora -2 Exemplares.

* Livros traduzidos e carinhosamente enviados da Holanda pela brasileira Juliette Fernandes.


 




quarta-feira, 17 de abril de 2013

Vincent Ama As Cores

 Vincent Ama As Cores Uma história para conhecer Vincent Van Gogh é o título do livro que a Editora Autêntica enviou para doação ao Projeto Engenho -  Bilbioteca  Comunitária da Bititinga. O contato com a editora para a solicitação do livro foi feito pela Juliette Fernandes. Sim! a Juliette, a mesma que nos enviou da Holanda uma caixa cheinha de livros infantis, e que já fizeram parte do acervo infantil da Biblioteca de Breda, e que a Ju, ou a menina Juli da nossa historinha, com muita dedicação e paixão pelos livros vem resgatando e traduzindo as historinhas para enviar às bibliotecas de projetos de leitura aqui no Brasil.




Vicent Ama As Cores é um passeio pela trajetória do famoso artista que nasceu em Zundert (Holanda) em 1853, e morreu em Auvers-sur-Oise, França, em 1890

No livro, de autoria de Silvia Sirkys, tradução de Ana Cristina, as crianças vão conhecer quem foi o artista holandês Vincent Van Gogh, o que motivou  sua dedicação a pintura, quem foram seus incentivadores, os lugares que o inspiraram, e como suas obras ficaram famosos pelo mundo mesmo tendo morrido ainda jovem  e  desconhecido. O livro  traz boas ilustrações onde o leitor vai poder apreciar alguns dos belos e consagrados quadros do artista e que também podem ser visitados no site  www.vggallery.com

Nas páginas belas ilustrações e um texto convidativo direcionado ao público infantojuvenil


 Neste post agradecemos à doação da Editora Autêntica, que certamente  dará mais colorido para a contação de histórias  na Bititinga. Clik em Magia Sem Fronteiras para acompanhar por onde andam os livrinhos holandeses enviados da Holanda.













segunda-feira, 15 de abril de 2013

Entre orquídeas e bromélias

Em busca de mais uma entrevista para as minhas pesquisas sobre a genealogia paterna fui parar na XV Expoaobal - realizada na sede do Ibama, em Maceió, pela Associação  dos Orquidófilos e Bromeliófilos de Alagoas. A exposição, realizada duas vezes ao ano (em dias dos meses de abril e outubro) é um espetáculo de beleza, formas e colorido.



 
Exemplar de Maria Isabel Brandão Vilela, cultivada na fazenda Pindurão, recebeu o 1º lugar na XV Expoaobal


 As orquídeas e bromélias, além  de outras espécies de flores e fruteiras, são cultivadas por vários alagoanos em fazendas, sítios e jardins, ou em varandas de casas e apartamentos, e são sempre muito apreciadas, seja para comércio ou o simples hábito de estar em volta da natureza. O exemplar premiado (1º lugar) faz parte do orquidário de Maria Isabel Brandão Vilela Holanda (Bezinha) que cultiva vários espécies de orquídeas em sua propriedade - no município de Chã Preta - onde possui o Orquidário Meu Mundo. Bezinha faz questão de dizer que desde menina tem verdadeira paixão pelo cultivo das orquídeas, e ao longo de sua vida vem ganhando espécies de orquídeas e bromélias que ela reproduz em seu orquidário.



Maria Isabel conversa com a prima Lena sobre o cultivo de Orquídeas e as lembrança de Viçosa







Outra presença constante nas exposições de Orquídeas e Bromélias é Martha Brotherwood Pontes de Miranda (em solteria Maya, prima de meu pai, Valdo) que também cultiva orquídeas,  entre outras variedades de plantas e folhagens existentes em sua fazenda (o antigo Engenho Salgado, em Pilar). Martha, inclusive, trabalha com decorações de eventos utilizando sua arte e a beleza natural da nossa flora. Durante o evento também  foi realizada palestra pela Sociedade Orquidófila de Santo André.


Exposição tambem é momento de trocar experiências sobre o cultivo das orquideas


 No passeio pelo Ibama vamos apreciando e conhecendo novas espécies  da natureza. Uma oportunidade também para conhecer sobre o cultivo dessas plantas, adiquirir  alguma espécie e conhecer essas pessoas que, por seus exemplos, se dedicam a preservar a nossa flora.





Na exposição encontramos diversos produtos para venda , como os cacos artesanais próprios para o cultivo de orquídeas e bromélias.



Entre os que vendem seus produtos artesanais, e que faz parte da Associação como um de seus fundadores, está o Seu Antonio Nogueira que, com muita destreza faz uma espécie de cachepô de madeira para pendurar as orquídeas. Ele, e seu filho, mostraram o passo-a- passo da montagem, o que é uma ótima ideia para quem quer começar um pequeno negócio utilizando habilidades em proveito da natureza:


Seu Antonio utiliza "madeira de ripa" para fazer os cachepôs ...






 
 A madeira é cortada e serrada em pequenas partes. Com um fio galvanizado ele faz a montagem da peça


Seu Antonio utiliza parafuso de aluminio para prender a base (o material é para não enferrujar com o uso da água)



Daniel, filho de Seu Antonio, também faz o ofício do pai  com muita habilidade.










Minha mãe sempre muito feliz ao lado das flores



Olha aqui o meu Lu que tirou lindas fotos



quinta-feira, 11 de abril de 2013

Alagoas na Idade Mídia

Dica de Leitura

" Alagoas na Idade Mídia"  é a  mais recente obra do alagoano, José Marques de Melo,  que foi lançada na segunda-feira (8/4) na Livraria e Editora Viva, comandada pela professora Sheila Maluf. Com uma bela capa de Lucas Marques, ressaltando um dos ícones da cultura alagoana - o chapéu do Guerreiro, um dos folguedos mais populares das Alagoas, o livro do jornalista, professor, escritor e pesquisador, nascido em Palmeira dos Índios- AL, já nasce como uma ótima referência para quem quer  conhecer a identidade cultural alagoana a partir da contribuição de pessoas que se comunicam em diversas áreas do saber. " Ao mapear as características e tendências da memória Caeté, ele alinha questões e levanta discussões a partir de um referêncial intelectual local, que também é nacional e global", escreveu no prefácio da obra o jornalista Sérgio de Mattos, biógrafo de Marques de Melo.

Professor e doutor em comunicação José Marques de Melo lança  "Alagoas na Idade da Midia (Maceió, Viva Editora, 2013)"

Entre as muitas personalidades, do passado e do presente, biografadas pelo pesquisador e organizadas no livro em três eixos temáticos: 1) Província, no qual traz um inventário dos pensadores comunicacionais alagoanos;2) Aldeia, no qual ele resgata o passado, esboçando o presente, e 3) Tribo, na qual ele aborda a história da própria família, estão intelectuais como Dias Cabral, Théo Brandão, Douglas Apratto, Tavares Bastos, Costa Rego, Arthur Ramos, Diégues Júnior e muitos outros, além de o livro abordar os itinerários e contribuições de vários alagoanos a exemplo do Cardeal Avelar Brandão o antropólogo Luiz Sávio de Almeida, e Dirceu Lindoso.

Profressor -  doutor em História - da Ufal, escritor e pesquisador científico, Sávio Almeida, é uma  das personalidades citadas na obra por suas diversas obras referentes a folkcomunicação e à imprensa


Livro é mais uma contribuição para a história alagoana.

domingo, 7 de abril de 2013

Pesseio pela História






Lavoura  de cana-de-açúcar - paisagem recorrente  desde os primórdios do povoamento do território alagoano, que pertenceu à Capitania de Pernambuco, até a emancipação das Alagoas, em 1817

Desde que iniciei as pesquisas para um trabalho sobre a genealogia de minha família paterna - MAYA (Bittencourt) de OMENA, há pouco mais de seis meses, tenho me deparado com livros,  blogs, além de teses e artigos diversos, que nos fornecem informações preciosas sobre o povoamento do nosso território a partir da colonizaçção portuguesa.  Um deles é o livro Contribuição à História do Açúcar em Alagoas (Museu do Açúcar, Recife, 1970), do historiador Moacir Medeiros de Sant`Ana, que traz um verdadeiro manancial de informações,baseadas em documentos, estudos e pesquisas, que atravessam séculos da nossa história. O livro foi escrito no final da década de 60, por sugestão, segundo o autor, de Evaldo Inojosa, ex- Presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar, no Estado de Alagoas e do extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA).


 O livro, que chegou em boa hora , me foi presenteado durante uma visita de pesquisa que fiz à sede da Cooperativa dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas (a chamada Cooperativa dos usineiros), que fica no velho e histórico bairro portuário de Jaraguá, em Maceió, cujo edifício recebeu o nome de Ildefonso Prado de Omena Filho, meu avô paterno e  fundador, junto com o irmão Egberto Uchôa de Omena, da então Usina Bititinga, no final da década de 30. O livro tem prefácio do renomado sociólogo alagoano Manuel Diégues Júnior, autor de O Banguê nas Alagoas, e descreve os fundamentos históricos da economia alagoana, com ênfase para os engenhos de açucar e as usinas. " O aparecimento da usina, com sua aparelhagem aperfeiçoada, constituiu o ponto mais alto da derrocada dos nossos obsoletos engenhos. Os veneráveis senhores de engenho do passado começaram a ser chamados beguenzeiros e a maioria deles desceu posteriormente mais um degrau na hierarquia da família açucareira, indo constituir uma nova classe, mais modesta, a dos fornecedores de cana, à qual também se agregam antigos lavradores dos engenhos" (p.323, Contribuição à História do Açucar em Alagoas).

Prédio da Cooperativa dos usineiros que também abriga o Sindicato da Indústria do Açucar e do Álcool no Estado de Alagoas


Entre um passado de lutas, riqueza, decadência e renovação, sobrevive até hoje a atividade que outrora ficou conhecida na história de nossa economia como o ciclo da cana-de-açúcar, que depois da extração do Pau-Brasil pelos europeus, foi  a base da economia brasileira. Os tempos agora são outros, mas a cana-de-açúcar - uma gramínea nativa da Ásia e introduzida no Brasil pelos colonizadores portugueses -, continua predominando na nossa paisagem, principalmente na chamada zona da Mata, litoral e entrando pelo agreste alagoano. 

Na região entre os atuais municípios de Murici e Flexeiras, a vista da Serra do Ouro - que ainda guarda vestígios da  Mata Atlântica - é  um retrato dessa cultura que deixou um forte legado na  formação da sociedade brasileira, considerada pelos estudiosos, como o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre -,como Patriarcal, Escravocrata e latinfundiária. 


Do alto da Serra é possível uma visão sobre a formação econômica do território alagoano a partir da lavoura de cana-de-açucar



Vista do alto da Serra do Ouro - próxima da ex-usina Bititinga - tendo ao longe a vista para a cidade de Flexeiras.


No passeio pela história adentramos pelas terras do município de Murici. Na fazenda  Nossa Senhora dos Remédios - nome de um santuário na cidade de Lamego, em Portugal, que tive a oportunidade de conhecer durante a minha estadia neste país, entre os anos de 1998/2000 - e que no passado foi um dos tantos engenhos de açúcar espalhados pela região, a ponte sobre o Rio Remédio , reconstruída no ano de 2012, recebeu o nome de Helenita Brandão Maya de Omena, uma homenagem feita pela Prefeitura de Murici a minha mãe, que ao lado de meu pai viveram nessa regiã durante as décadas de 50-60,   época em que a ex-usina Bititinga ainda soltava fumaça de seu velho bueiro (Chaminé),e que até hoje ainda é um dos locais de boas lembranças e passeios pelos arredores.




Ponte de concreto substituiu a velha ponte de toras de madeira e facilitou o tráfego na área rural



Muda de Ipê, espécie nativa da mata atlântica



Família agradece a homenagem com o nome da ponte Helenita Brandão Maya de Omena, na zona rural de Murici (Fazenda N.S. dos Remédios)