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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Autor Alagoano


O acervo da Biblioteca Comunitária Bititinga conta, também, com vários livros de nossos autores alagoanos. Presente na IV Feira Literária do Colégio SEB COC em Maceió, a escritora Isvânia Marques, natural de Palmeira do  Índios (AL), nos presenteou com um de seus títulos " Não Deixe A Poesia Morrer !", e que agora é mais um que chega para a Biblioteca do Projeto Engenho de Leitura, Artes e Empreendedorismo Bititinga.




Isvânia Marques- Autora alagoana







Eu e a escritora Isvânia Marques, natural de Palmeira dos Índios (AL)


O livro " Não Deixe A Poesia Morrer! reúne textos em versos , contendo temáticas diversas (religiosidade, cidadania, folclore,, datas comemorativas, etc), visando à produção poética de seus leitores, em sala de aula.




segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A História de Messias

O mês de Setembro chega com os festejos das comemorações da Emancipação Política de Messias, antiga vila de Curralinho, que até 1962 pertencia ao município vizinho de Murici. O surgimento da então usina Bititinga, na década de 40, impulsionou o desenvolvimento da vila que tem sua data máxima no dia 6 de Setembro.
O blog vai postar(abaixo) texto da jornalista Ana Luiza Marcolino, assessora de comunicação da Prefeitura de Messias, relatando  mudanças ocorridas no município que abriga inúmeras famílias de ex-trabalhadores e antigos moradores da Bititinga. 



O Livro " A primeira História de Messias", de autoria do antigo pároco do município Jimmy Xerri  (Maceió-Al),  relata  aspectos econômicos, religiosos e sociais da formação da cidade de Messias,e tem sido uma referência  também para as nossas pesquisas sobre a História da Bititinga



NO COLORIDO DA PRIMAVERA, O MÊS DE SETEMBRO TAMBÉM NOS TRAZ AS COMEMORAÇÕES DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DO MUNICÍPIO DE MESSIAS
NO CAMINHO DA HISTÓRIA DE CURRALINHO QUE SE TRANSFORMOU EM MESSIAS, ENCONTRAMOS FILHOS ILUSTRES QUE CONTINUAM LUTANDO PELA LIBERDADE E PELO PROGRESSO DESSA TERRA MARAVILHOSA

No passado Curralinho, no presente Messias e a história diz que, há quase 52 anos, o nosso Município emancipou-se.
Dos Engenhos de cana de açúcar da região chegamos às usinas e das usinas chegamos até aqui, formando novos ofícios, novas consciências, novas caminhadas, a exemplo da Usina Bititinga que voltou a ser Engenho, um Belo Engenho de Leitura.
O trem que tanto contribuiu para o nosso desenvolvimento também foi substituído e os passos largos do progresso foram substituindo um tempo velho por um tempo novo de muita esperança.
Tivemos que enfrentar tantos desafios, entre eles, o êxodo rural, a falta de moradia e tantas outras questões sociais, mas fomos vencendo.
Passamos por uma história de transformações muito grande.
De Curralinho permanece a garra e a coragem de um povo guerreiro que mantém suas tradições dirigidas ao novo tempo do Município de Messias que unido e cada vez melhor continua acolhendo seus filhos da terra e os viajantes, profissionais que continuam trazendo suas contribuições sociais para esta terra do progresso e da liberdade como no passado, quando tantas famílias que vieram para cá, fincaram suas bandeiras e foram contempladas com seus filhos messienses de hoje; filhos ilustres que estão garantindo novos tempos de grandes diferenciais de desenvolvimento local ao lado de 'passageiros da BR 101' que continuam chegando, compondo a equipe que faz crescer uma terra acolhedora.
Quem não lembra da construção do Conjunto Jarbas Maya, da Unidade de Saúde Luiza Suruagy, da Creche Margarida Omena e, mais recentemente, da Casa do Empreendedor e do Agricultor de Messias?
Pois é, a primeira Casa do Agricultor do Estado.
Quem não lembra de seu Zé da Posilga que está com mais de 80 anos, corajosamente manteve viva uma das maiores manifestações culturais de Messias e ainda é o mestre guerreiro desse Município? Ele é a prova viva de que a cultura é a identidade de um povo, devendo portanto ser perpetuada por isso o velho guerreiro tão visitado pelo saudoso Professor Ranilson França está procurando jovens que queiram dar continuidade ao grande legado cultural de Messias que está em seu poder.
Quem não lembra do Padre Xerri que possibilitou a tanta gente conhecer a história de Messias por causa de seu livro e do Padre Valmir que mantém a tradição católica de fé que, gentilmente, nos possibilitou tantas fotos da primeira matriz, da história registrada da terra?
Quem não lembra que a Igreja Católica é um dos mais belos cartões postais de fé do Município e realizadora de uma das mais belas festas do lugar, a de São Sebastião?
Quem também não lembra que a Igreja Assembléia de Deus foi a primeira Igreja Evangélica do Município e que trouxe um grande renovo de fé cristã para o povo messiense? O Pastor Jaime nos possibilitou conhecer a história de construção desse templo de amor.
Quem ainda não conhece o Grupo Trupe Navegante de Contadores de Histórias do CRAS/MESSIAS?
Pois é, este é o único Grupo de Contação de História pertencente a um CRAS no Estado de Alagoas.
Eu passaria um dia inteiro te fazendo lembrar ou te contando a história de Messias. Mas durante todo este mês vamos estar postando nossas matérias, provando que a ASCOM esteve sempre presente nas páginas e nas visitas à história viva de Curralinho para que de punho pudesse transmitir um pouco dos grandes e mágicos momentos dessa Messias que ainda hoje carrega no nome a origem da fé em Cristo, o filho de Deus.
Lembre-se, a Prefeitura Municipal de Messias estará promovendo a grande festa que se iniciará nesse dia 3 de setembro, tendo seu ponto alto no dia 06, aniversário de 52 anos da Emancipação Política de Messias.
PARABÉNS MESSIENSE!!!!!

ASCOM - PREFEITURA MUNICIPAL DE MESSIAS
Ana Luiza Marcolino - jornalista responsável (MTB/AL - 421)

domingo, 27 de julho de 2014

A aula de Ariano Suassuna


“Eu hoje tenho pena quando vejo que a juventude está deixando de ler. Eu tenho pena dela. Porque Ô coisa boa é a leitura! Eu quando menino passava a manhã no colégio. Chegava ao meio dia e depois do almoço eu deitava numa cama e abria o livro. Era um mundo novo que se abria diante de mim. Ô felicidade! A outra felicidade era o circo”.
                                                                                                                                     (Ariano Suassuna)





Assistindo a uma das famosas  ‘aulas espetáculos’ do poeta e escritor paraibano Ariano Suassuna (1927-2014), no auge de seus 85 anos, não poderia deixar de compartilhar aqui no espaço do blog algumas de suas frases, ideias, pensamentos e citações tão lúcidas e importantes, muitas vezes até de tirar risadas por suas tiradas  simples e humorísticas , mas plenas de sabedoria. Ariano Suassuna, junto com João Ubaldo, Rubens Alves, e tantos outros Mestres que por esses dias foram se despedindo de nossas vidas terrenas, sempre será grande fonte de inspiração. Suassuna, que se formou em Direito “por falta de opção na época” foi um verdadeiro advogado em favor  da valorização da cultura popular brasileira.  Foi o idealizador do Movimento Armorial, que tem como objetivo criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste Brasileiro: “Os dois encantos da minha vida eram a leitura....e o circo”, o que define bem sua inteligência, humor e de seu trabalho em prol da valorização da tradição cultural nordestina e brasileira. Arcaico? E o que importa ser arcaico diante de tanta vulgarização e descaracterização da cultura brasileira?

Quem sou: “Eu fui um menino sertanejo. Morava no sertão da Paraíba e tive a sorte de que o meu pai era um grande leitor. Eu tinha na minha casa, no sertão da Paraíba, a excelente biblioteca que ele nos deixou”.

“Sou um homem de inteligência prática e cética”.

“Eu só sei falar por arrodeio. As trilhas do sertão são assim”.

“Eu gosto muito de autor que me faz rir. Eu acho o riso uma coisa boa. Daí minha admiração por palhaço. (...) Eu sou um palhaço frustrado”.






Sobre as modernidades da tecnologia : “Eu não gosto nem de telefone comum quanto mais aquela praga de celular. Para o sertanejo até o telefone sem fio é uma coisa misteriosa. Não gosto não”.

Memória: “Eu tenho uma memória de cachorro vingativo.”

Religião: “ Minha visão do mundo e do homem é uma visão religiosa. E o sertanejo é um sujeito cético. Mas cético quanto ao humano. Eu não sei se por isso, eu desde menino examino todas as ideias que me apresentam. E examino mesmo. Ninguém venha com a ideia de autoridade. Eu examino tudo".

Ciências: “ Eu não aceito que a inteligência humana tenha evoluído do macaco ou seja de que bicho for. A diferença é grande demais”.


Resultado de imagem para imagem de um pregador de roupa de madeira

(...) “jamais a inteligência do macaco pode ser comparada a do homem”. Dizendo isso, Ariano tira de sua pasta um simples pregador de roupa. E Diz: “Nós não sabemos quem inventou isso, mas é um gênio. Um macaco jamais inventaria isso. Olha, o macaco pode trabalhar quinhentos milhões de ano que ele não faz um negócio deste”.

“A Mente humana tem uma centelha divina que não tem bicho que chegue perto”.

Sobre a esposa: “Nós começamos a namorar no dia 20 de agosto de 1947. E estamos namorando até hoje. Nem acabou nem acaba”.

Cultura: “Eu me preocupa muito com esse processo de vulgarização e descaracterização da cultura brasileira”.

“Tudo que nos aparece nos é empurrado pela goela abaixo como ordem de 1º mundo. E quando a gente se opõe é chamado de arcaico. Eu não me incomodo de ser arcaico”.

“Existe agora uma tal Lady Gaga. (...). Eu virar Lord Gaga é triste”.

Sobre um programa de televisão exaltando uma frase do Cazuza:  “Outro dia assisti ao programa exaltando a frase da música ‘Os meus heróis morreram de overdose’. E essas coisas  vão passando por aí e ninguém protesta (...). Eu disse, vou protestar. Porque o meu herói principal não sabia nem o que era overdose. Ele morreu crucificado entre dois ladrões”.

E adverte mais adiante: “É preciso ter cuidado. Essa frase é altamente prejudicial para nossa  juventude”.

Política: “Eu não tenho nada contra os políticos não. Pelo contrário. Lembro a você: está se criando outra coisa muito perigosa no Brasil. È o fato de julgarmos todos os políticos de uma maneira injusta, dura, cruel e injusta estendendo a todo mundo o que uma minoria de velhacos faz. Não façam isso não. A gente não pode perder a crença nem na ordem política nem na ordem jurídica do país. Porque é muito ruim para a sociedade onde não exista ordem politica e jurídica. É perigoso”.

Críticas: “Eu tenho dito que eu divido a humanidade em dois tipos, duas metades: do lado de cá tem aqueles que gostam de mim e concordam; do outro estão os equivocados”.

“ Um equivocado  escreveu um artigo dizendo: Dos nordestinos nefastos e arcaicos, arcaicos e nefastos para o Brasil já morreram: Antonio Conselheiro, Padre Cícero e Lampião. Só falta agora Ariano Suassuna. (...) Aí os jornalistas se viram prá mim, e eu digo: esse é um incompetente. Querendo me insultar recebo um elogio. (...) Eu nunca pensei que fosse tão importante: Antonio Conselheiro um profeta; Padre Cícero, um santo, e Lampião um guerreiro. (...) Juntando tudo eu nunca pensei que fosse tão importante”.

“Ser poeta é muito bom. Porque eu não tenho nenhuma obrigação de veracidade”.



(trechos retirados da  aula espetáculo disponível em http://www.chongas.com.br/2014/01/aula-ariano-suassuna.Em 25 de julho.

domingo, 27 de abril de 2014

Visitando livrarias


Desde que foi inaugurada no mais novo shopping center de Maceió, em Cruz das Almas, o maceioense e, claro, muitos do interior e de outras procedências que visitam nossa cidade, podem ter um espaço (não falo aqui da bienal ) para  poder passear, literalmente, entre os livros. Outras livrarias existem na cidade (bem poucas, é verdade), mas a megalivraria Leitura, do Parque Shopping, supera em metros quadrados e em número de títulos - embora a quantidade de títulos, vale dizer, não significa qualidade, mas abre o leque para todos os gêneros, gostos e uma infinidade de autores de diversas origens.



Além da diversidade de títulos e de gêneros o leitor pode conhecer os lançamentos, e prestigiar a estante de autores alagoanos,que vão ganhando espaço à medida que o próprio alagoano também vai se interessando pelo que se produz por aqui, terra , aliás, que sempre deu grande frutos, como Graciliano Ramos, Jorge de Lima, o poeta Ledo Ivo, e muitos contemporâneos que já estão com seus livros nas prateleiras dessa e de outras livrarias.



Aliás, a Leitura, como outros espaço ao redor do livro, são sempre um bom ponto de encontro!

Estante de autores alagoanos na megalivraria Leitura

Espaço do mezanino pode ser utilizado para encontros e bate papos em torno do livro

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Novo livro

Fernando Pessoa (1888-1935)  e seus heterônimos, nos deixou grandes obras, e ainda hoje seus escritos continuam mais vivos que nunca. Amo como o Amor Ama, são inéditos, do fundo de seu baú e que foram organizados em uma antologia por Mariana Gray de Castro, investigadora  da obra de Fernando Pessoa. São escritos selecionados de Pessoa que mostram a visão de um poeta múltiplo sobre o Amor.






Oh, Lisboa,
Pessoa!

Que bom provar o sabor do teu sabor.
Degustar devagarzinho cada parte do teu ser,
e sentir aquele aroma de café com leite
que acalma a alma da gente.

Derreter na língua a mais pura poesia,
feita de sonhos e farinha lambuzados d`ovos,
dos doces sabores da terra,
e dos lugares por onde andastes,

Meu poeta!
Minha Lisboa!
(Omena, Vanessa - do livro em arquivo "os dias brancos")

Estátua do Poeta  Fernando Antonio Nogueira Pessoa, em frente ao Café A Brasileira, no Chiado (Lisboa)




Páginas do livro Amo como o Amor Ama, Escritos de Amor de  Fernando Pessoa, organizado por Mariana Grey de Castro

domingo, 16 de março de 2014

A Era Vargas


Um dos períodos mais polêmicos da história do Brasil, os anos da  Era Vargas são descritos de forma inusitada no livro "Getúlio Vargas em dois mundos ", transmitido pelo espírito de Eça de Queirós pela mediunidade de Wanda Cannutti. Depois de sua morte, em 24 de agosto de 1954, Vargas faz uma retrospectiva de sua vida terrena e encontra motivos para deixar um novo depoimento de amor a sua pátria, baseado numa nova visão sobre seus opositores e equívocos em sua longa caminhada política. O livro é uma verdadeira aula sobre esse período da história do Brasil e ao mesmo tempo uma reflexão sobre a vida após a morte.




sábado, 8 de fevereiro de 2014

Arte popular

“A invenção da Terra – Coleção Tania de Maya Pedrosa”  é o tema da exposição e do catálogo da exposição intitulado Arte Popular, lançado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico  Nacional- Iphan.  





São trezentos e setenta peças de grandes mestres da arte popular, dominando variadas técnicas e uma diversidade em matéria prima, disponibilizadas por tema e região, dando ênfase às representações da cultura popular nordestina. A curadoria é de Robertson Dorta.

A artista e sua coleção de arte popular - A Invenção da Terra

A mostra pode ser visitada na Casa do Patrimônio, que fica em uma antigo armazém de açúcar, no bairro jaraguá (quase em frente à sede do Arquivo Público de Alagoas-APA), e  conta com uma expografia interativa, ou seja, o visitante pode acessar por meio de totens eletrônicos informações sobre os artistas, o trabalho, o material, documentários e peças de arte popular. O catálogo traz fotografias de Celso Brandão e foi organizado por Cármem Lúcia Dantas.




 Iemanjá, ex- votos, engenhos de açúcar, vendedora de sururu, canavial, a pomba representando o divino espírito santo, céu azul, arraiais, casinhas à beira do rio São Francisco, folguedos, barcos, brinquedos, carros de bois, trabalhadores, festas, balões, fogueira de São João, bois, cana,  trabalhadores braçais, anjos, beatas, sertão, danças ...,  é nesse universo tão marcante da cultura e do imaginário popular nordestino que a arte de Tania transita, tanto no seu viés de artista plástica como no de colecionadora.

Pintura Naif - Arte Nativa -, de Tania de Maya Pedrosa



Catálogo mostra diversidade de peças da artista e colecionadora alagoana




Para o poeta ledo Ivo (1924-2012), membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), "Tania de Maya Pedrosa é uma guardiã de tesouros".

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A Lista

Para quem leu a postagem anterior, pode está se perguntando: Afinal, quais os títulos citados na  Lista dos Livros que em tão "boa hora" chegaram em minhas mãos, e que, por sinal, neste último dia do ano ainda recebi de presente? Alguns, inclusive, já foram  parar em outras mãos, trocado, doado ou emprestado. O importante é fazer a fila andar, e dar espaço para que outros leitores aproveitem.

Então, segue a "Minha Lista " (alguns ainda por ler nesse 2014), com respectivos  títulos e autores:






Auto-Retrato de Khalil Gibran - Gibran Khalil Gibran
de bichos e pessoas - Clarice Lispector
Mensagem - Fernando Pessoa
A Cidade e as Serras - José Maria Eça de Queirós
José - Rubem Fonseca
História de Alagoas - Moreno Brandão
A História Escrita no Chão - Luis Sávio de Almeida
O Engenho de Açúcar No Nordeste - Manuel Diégues Junior
Era Lisboa e Chovia... - Dário Moreira de Castro
Os Enamoramentos - Javier Marías
Retalhos do Passado - Marília Calheiros Guerra
O Revisionismo Histórico Brasileiro Uma proposta para discussão)- J.F Maya Pedrosa
Entre Ossos e Escrita - Maitê Proença
Liberdade - Jonathan Franzen
Menino de Engenho- José Lins do Rêgo
Uma Busca da Verdade - A. Moacyr Uchôa
Getúlio Vargas em Dois Mundos - Wanda A. Canutti (pelo espírito de Eça de Queirós)

... e os recém-chegados:

Cartas Lacradas -Dora Openheim
Fim - Fernanda Torres









Da lista acima,entre crônicas, romances, História e autobiografias, cinco são de autores alagoanos ( Moreno Brandão; Luís Sávio de Almeida; Manuel Diégues Júnior; J. F Maya Pedrosa  e A. Moacyr Uchôa), e uma ( Marília Calheiros Guerra) nascida em São Paulo  mas criada em Alagoas e Pernambuco, onde reside atualmente. Desses, alguns são parentes (primos) e amigos. 

* Os livros estão disponíveis para trocas e empréstimos.




terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Mensagem






Em meio ao dia a dia apressado muitas vezes esquecemo-nos de lembrar e celebrar da melhor forma o Seu nascimento, os Seus ensinamentos, o Seu Natal, que nada tem a ver com aquela figura vestida de vermelho, com longas barbas brancas e que termina sendo um dos símbolos mais marcantes dessa época, enquanto o verdadeiro sentido do Natal - O Nascimento de Cristo - muitas vezes fica ofuscado pelas luzes multicoloridas do consumismo exagerado.

Que os ensinamentos do Cristo se espalhem cada vez mais na vida de cada um
Edificando e inspirando a obra humana,
como os milhares de livros que povoam as monumentais e pequeninas bibliotecas, escolas,  livrarias, internet e os lares
E que são fonte inesgotáveis de ensinamentos e prazeres no nosso caminhar .



Obrigada pelos “Presentes Preciosos” que chegaram em nossas mãos em horas certas,
e inspiraram a criar uma daqueles “Árvores ” em um cantinho de nossa casa ,
com um tanto de Kahlil Gibran, Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Eça de Queirós, Rubem Fonseca, Moreno Brandão, Sávio Almeida, Diégues Júnior, Dário Moreira de Castro,  Javier Marías, Marília Calheiros Guerra, J.F. Maya Pedrosa, Maitê Proença, Jonathan Franzen,  José Lins do Rêgo...alguns desses já lidos, relidos e  tantos outros que esperamos ler e compartilhar com outros leitores  nos dias que se seguem...

Boas Festas, Boas Leituras!








domingo, 3 de novembro de 2013

Do cordel ao digital


Enquanto a literatura digital , tema de uma oficina com a professora de literatura da Ufal, Giselly de Moraes, vem  ocupando cada vez mais  espaços  com o advento do computador - e  de todas as suas funções e aplicativos que mexem com o sentido e a imaginação dos leitores -, a velha literatura de cordel , oriunda da tradição oral europeia  e do trovadorismo, continua  sendo  alvo de interesse de muita gente que aprecia a arte popular de  contar estória. 






O  cordel nosso de cada dia, foi o tema de uma oficina com os cordelistas Dêmis Santana e Jorge Calheiros. Mesmo com alguns afirmando que o cordel está em decadência, e que já não se vê nas feiras livres como antigamente, Dêmis Santana diz que o cordel por encomenda tem   sido bastante utilizado por empresas em campanhas publicitárias e em instituições, públicas e privadas, pela facilidade de sua mensagem, com versos em rimas, atingir públicos específicos sobre diversos temas, os chamados motes do cordel, facilitando, com doses de humor  as mensagens ao  público.


Oficina  discutiu o fazer do cordel

Na oficina de  Literatura digital, também chamada de literatura eletrônica e virtual, a professora e pesquisadora da Ufal disse que embora o assunto seja novo e objeto de pesquisas, a literatura digital se une ao texto verbal - ao mundo da palavra - para uma experiência multimodal, onde som, imagem e movimento provocam reações diferentes no leitor.  "Da mesma forma que as ilustrações passaram a dar outras possibilidades aos livros infantis  a  literatura digital traz novas possibilidades para o mundo da leitura", disse Giselly, citando algumas exemplos como a ciberpoesia.

Embora com um público reduzido, a oficina debateu um tema instigante como a literatura digital

Outro tema que marcou presença nessa bienal, já considerada a mais diversificada dos últimos tempos pela grande quantidade de palestras, oficinas, minicursos, lançamentos  e seminários, com atrações capazes de atrairem um grande público, foi a sexualidade. O público, a maioria jovens, lotou um dos auditórios do evento para ouvir a palestra Altos papos sobre sexo, com a psicóloga e educadora sexual Laura Muller, autora de vários livros sobre o tema. Com o auditório lotado foi montado um telão,do lado de fora do auditório, para que o público acompanhasse o bate-papo.

Palestra da sexóloga  Laura Muller atraiu um grande público


No estande da Secretária Estadual de Cultura alguns autores alagoanos falavam da dificuldade em ter uma maior visibilidade em suas produções independentes, embora a ideia seja criar uma vitrine virtual no portal dos escritores alagoanos, entre outras iniciativas.

Alguns autores alagoanos falam da pouca visibilidade de suas obras


Ainda aproveitando esses últimos dias de Bienal - termina neste domingo, 3 - ainda encontrei alguns escritores da terra, entre os quais o professor Sávio Almeida, que lançou novos títulos de seus estudos como sociólogo e pesquisador, e com quem eu tive o prazer de participar, como aluna-ouvinte, de suas aulas da disciplina A  Formação do Espaço Alagoano,  que faz parte do curso de mestrado em arquitetura da Ufal....

Sociólogo Luis Sávio de Almeida lançando Chrônicas Alagoanas





Poeta Jucá Santos, novo  imortal da Academia Alagoana de Letras

... e o poeta Jucá Santos, que  me convidou para a sua posse na Academia Alagoana de Letras, no próximo dia 5 de Dezembro, e em uma alegre conversa disse que, após ler o livro O caminho se faz caminhando, de minha autoria, editado em Portugal (1999, editora Pergaminho), foi também dá um abraço em Santiago de Compostela. Ultreya!

sábado, 2 de novembro de 2013

Tarde Poética

À caminho do Fórum Literário Internacional meus olhos foram atraídos para a Praça de Autógrafos, montada no salão do Centro Cultural para receber artistas e escritores independentes que vieram lançar suas obras na VI Bienal Internacional do Livro de Alagoas.
 O poeta e artista  português Marcos Girão, atualmente morando em Natal/RN, é o autor do livro  mar que me afagas, com algumas poesias inspiradas no "Oceano" ,  que também inspirou o seu famoso conterrâneo, o poeta Fernando Pessoa, ao escrever o seu Mar Português, poema que  faz parte do livro Mensagem, uma das obras- primas da literatura de língua portuguesa: Ó mar salgado, quanto do teu sal são  lágrimas de Portugal!



O poeta e artista Girão, ao lado da esposa, lançando seu livro  mar que me afagas



Natural de Beja, região do Alentejo, Marcos Manuel Girão trabalhou como marinheiro e atravessou muitos mares até  desembarcar no litoral brasileiro.  Autor da própria capa e ilustrações de seu livro ele é conhecido por sua arte em pintar quadros, desenha caricaturas,  e gosta de declamar seus poemas.



Já na entrada para para o Fórum literário encontramos o poeta alagoano Rosalvo Acioli se preparando para receber os convidados para o segundo dia de apresentações e debates do Fórum Literário Internacional que trouxe à Maceió poetas, ensaístas, tradutores e importantes nomes  da crítica literária nacional e internacional .


Fórum Literário Internacional, em sua segunda edição, organizado pelo poeta Rosalvo Acioli




Neste segunda dia ( pena que não pude participar das apresentações do dia anterior), a professora do Departamento de Estudos Lusófanos da UFR d`Etudes Ibériques et Ibéro-américaines da Universidade Paris III (Sorbonne), especialista em poesia e ficção contemporâneas, Catherine Dumas, fez uma apresentação sobre o tema Nomadismo em poesia. Falando em bom portugês europeu (Ibérico) a ensaísta e tradutora de poetas portugueses e brasileiros como Gilberto Meondonça Teles e Pedro Lyra, falou da poesia como experiência humana, discorrendo sobre o sujeito nômade,  a geopoética e o poema mundo.


Doutora em Literatura, a francesa Catherine Dumas


Na plateia, o poeta  Gilberto Mendonça Teles acompanhava a apresentação e declamou alguns de seus poemas e textos em prosa que foram analisados pela ensaísta  para discorrer sobre conceitos como o nomadismo, palavra que vem da antropologia mas que é aplicada ao "fazer mundo", onde o poeta se liberta de seus território para o não-lugar. Na verdade onde está o poeta? Tal debate teve como mediador o poeta e ensaísta Antonio Miranda, autor da peça Teu país está feliz, publicada no Brasil em 1979 e encenada em mais de 20 países.

O poeta é um fingidor, já dizia Fernando Pessoa, ao se multiplicar na esperança de atingir uma totalidade universal.




A segunda apresentação foi do ensaísta e tradutor Rumen Stoyanov, professor de Literatura e Civilização Brasileira na Universidade de Sófia, na Bulgária , e que recebeu em 2012 o título de doutor honoris causa da Universidade de Brasília, cidade onde foi adido cultural e professor. Falando sobre a presença literária do Brasil na Bulgária, o também poeta e escritor Rumen Stoyanov, que traduziu para o búlgaro o livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, entre vários outros, disse que " realmente na Bulgária tem uma abundância de título brasileiros, seja em livros ou em publicação em jornais , revistas e suplementos literários". O professor pontuou de forma cronológica a presença das publicações brasileiras na Bulgária, desde à epoca da dominação do território pelos turcos, onde já existia o interesse por textos de autores brasileiros traduzidos para o búlgaro até a contemporaneidade: "Cada vez mais a presença literária no Brasil é muito ampla e cada vez mais variada". 

É preciso registrar a ousadia do poeta alagoano Rosalvo Acioli, talvez ainda pouco conhecido comercialmente, mas com obras admiráveis pela crítica, e capaz de trazer nomes importantes para Maceió, para discutir com profundidade o fazer literário. Mais informações no site do fórum literário.






quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Casa cheia!

Do lado de fora do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, no bairro de Jaraguá,  Maceió, a imagem para mais um dia da Bienal Internacional do Livro de Alagoas  era esta :







Antes mesmo das portas para o interior do Centro Cultural abrirem - às 10 horas da manhã-, estudantes de várias procedências - do interior do estado e aqui da capital -, e de várias escolas - públicas e privadas - chegavam  muito animados para a visita. Alguns, como esse grupo de alunos da Escola de Ensino Fundamental Octávio Brandão, iriam conhecer pela primeira vez uma Bienal do Livro.




Portas abertas, e lá vamos nós, outra vez!





A sexta Bienal Internacional do Livro de Alagoas que homenageia "MEU QUERIDO PORTUGAL" tem sido  uma das mais movimentadas. Público previsto por dia é de 20 mil pessoas, mas tem quem acredite que esse número será superado até o próximo dia 3, data de encerramento dessa edição 2013.  E como se trata de bienal, a próxima será em 2015.







Dessa vez deu para dar uma passadinha no estande da Livraria Beabá. Um alôzinho para a Maria Lydia, livreira e que trabalhou muito para a divulgação do evento. A Lydia, aliás, como já postamos aqui no blog, tem sido uma das doadoras de livros para o acervo da Biblioteca Comunitária Bititinga.


Outro estande sempre recheado de livros infantis e infanto-juvenil é da Brasken, que exibe várias produções de autores alagoanos.



HISTÓRIAS DE LEITURA, foi o tema de uma das oficinas (são várias) oferecidas GRATUITAMENTE, na programação da Bienal . Promovida pela Ufal, a oficina foi uma oportunidade para entrar em contato com um dos grupos de Contadores de História formado por alunos do curso de Pedagogia e bolsistas do MEC/Sisu  , coordenados pela professora Cláudia Pimentel, que falou sobre a importância da leitura em sala de aula, e do papel do mediador de leitura para atrair e motivar os pequenos leitores.




A partir da leitura do livro Histórias de Alexandre,   "causos contados"  pelo escritor Graciliano Ramos, eles fizeram uma contação  - com encenação - para os participantes da oficina.



E não parou por aí. Teve também a declamação do poema " As duas velhinhas",  da escritora e poeta Cecília Meirelles; A estória de Bob no país das verdurinhas, de Simone Cavalcante;  A Bruxa Salomé, de Audrey Wood; e um dos poemas de Manuel Bandeira. Todos escolhidos pelos alunos de pedagogia da Ufal .

Leitura do livro Bob no País das  Verdurinhas


Depois veio a parte da dinâmica. Um desafio para nós - participantes da oficina - foi produzir uma imagem das estórias de alguns dos livrinhos trazidos para a oficina, fazendo uma espécie de customização em uma sacola ou avental. Opa!

Quem tem jeito foi longe. Os jovens alunos surpreenderam pelo talento artístico.




A minha escolha foi uma cena do livro " Minha irmã  Sherazade", das Mil e Uma Noites. Eu até que tentei, mas...


Trabalho de artes pode ser inserido após a Contação de Histórias


.... Os temas foram os mais diversos, e muitos fizeram uma bela reprodução de imagens das estorinhas escolhidas, como essa sacola inspirada no  livro infatil Chapeuzino Amarelo, de Chico Buarque.


No final os participantes fizeram a apresentação de seus trabalhos baseado nas ilustrações que fizeram. UMa ideia bem bacana que pode ser feita em outras contações.


















Avental reproduz cenas da estória de Peter Pan




E assim, os dias na VI Bienal, em Maceió, estão sendo  bem movimentados!

Chegada de mais um grupo de estudantes para visitar a Bienal, em Maceió