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domingo, 13 de outubro de 2013

Dia de chuva

Um sábado chuvoso, nesse feriado do dia da Padroeira do Brasil Nossa Senhora Aparecida, marcou nossa ida rumo à Bititinga para as atividades do Dia das Crianças. Já na curva, de onde antes se avistava o grande e velho bueiro* da usina, inevitável não lembrar do coro de quem  um dia também já foi criança: Olha o bueiro da usina Bitiitinga! Olha o Bueiro da usina Bitiitinga! . Daquela curva  já dava para avistar a neblina pairando nos morros mais altos, naquele pedacinho recortado da Mata Atlântica que fica na Bititinga:  a Terra da Neblina Acinzentada!

*Aqui bueiro não tem o significado de esgoto, e sim de chaminé de engenho ou usina






Paramos o carro diante do clube, e logo veio a Mocinha e os meninos para ajudar. Do lado de dentro, muita conversas  entre os pequenos e a  roda de leitura para contar uma das tantas fábulas de La Fontaine, uma leitura rápida mas que traz sempre boas reflexões.
Trouxemos também o livro doado pela escritora Lizien Danielle e o Estatuto da Criança e do Adolescente para o acervo da Biblioteca Comunutária.





Enquanto a Aparecida e algumas ajudantes organizavam o lanche as crianças estavam na maior diversão. Bolas, brindes e sorteios fizeram a festa. Levamos algumas doações como a caixa de jogos doada pelo Édson, e que ele conservava desde o tempo de menino. Tudo bem cuidado o que  mostra que quando bem cuidados os brinquedos  podem ter uma longa vida e fazer a felicidade de outras crianças. 



Assim acontece também com os livros. Por isso é importante manter o lugar onde fica o acervo sempre limpo e arejado para não criar fungos ou ser destruído pela umidade. Tratados com carinhos os livros podem ser lidos por muitos e muitos anos....





Na hora do lanche foi sorteada uma cestinha de doces, e alguns binquedos doados para as atividades do Projeto Engenho de Leitura , Artes e Empreendedorismo Bititinga. OBRIGADO!









Ficamos sabendo, pelo Alcides Gerard, filho da Cida e do Geraldo Rosalino, que  na Escola Municipal Ildefonso Prado Omena, que fica do outro lado da pista da Bititinga, um grupo de voluntários vindos de Maceió fez uma festa bem animada para a criançada da área rural Pois é,  esse "espírito de voluntariado"  é importante e vem fazendo muitas crianças felizes. 




Também levei uma mensagem em poesia, que fiz antes de sair de casa,  para distribuir na Bititinga. Pedi para alguém ler, e a Keyla mostrou que gosta de declamar. 



Mensagem para o Dia da Criança*


Vamos ser criança!
E para isso não existe idade
È preciso apenas olhar as coisas com vontade
E enxergar toda a beleza de Ser

 É um mergulho gostoso na aventura
Voar alegre como um pássaro em liberdade
E ver o sol, as nuvens, as estrelas e a natureza
Como os mais maravilhosos  presentes

É jogar bola mesmo que a bola esteja murcha
É brincar de boneca mesmo que a roupa não seja de festa
È pular corda, brincar de cabra cega e escorregar na lama

 Pois quem é criança não se engana
Que a vida é uma grande janela
Para o horizonte sem fim
E que os livros são bons companheiros
Para crescer pleno e verdadeiro.

* por vanessa omena










Na volta, a neblina voltou a fazer companhia na estrada. Até a próxima!



sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Nobel para Alice


" A vida das pessoas é interessante o suficiente se você conseguir pegá-la como ela é, monótona, simples, incrível, insondável". 

(Alice Munro)




A autora canadense Alice Munro (82) foi agraciada com o prêmio Nobel de Literatura de 2013 . O Prêmio é concedido anualmente desde 1901 pela Academia Sueca, e é uma distinção concedida para o conjunto de obra do escritor, seus principais livros, sua mentalidade, seu estilo e suas filosofias, não distinguindo uma obra em particular. Considerada " mestre de narrativas breves contemporâneas" Alice Munro é a 13ª escritora a receber a premiação, que teve o português José Saramago como único escritor de língua portuguesa a ser laureado com o Nobel de Literatura, em 1997.


Em tempo: O químico e industrial sueco Alfred Nobel (1883-1896) foi o criador do Premio Nobel. Usou sua fortuna para ajudar as organizações pacifistas e, antes de morrer, deixou seus bens para uma fundação que premiasse anualmente, cinco personalidades de destaque mundial da física, química, medicina, literatura e em especial a quem contribuísse de maneira notável para a paz entre os homens, receberia o Prêmio Nobel da Paz.

domingo, 6 de outubro de 2013

Um vaqueiro destemido!

Nas conversas com os moradores da Bititinga vão surgindo histórias interessantes, como a da família da Aparecida, a Cida, que é filha de um sertanejo que tomou fama por sua destreza como vaqueiro.  Foi a partir do livro Asa Branca, que levamos para a biblioteca comunitária,  que puxei conversa com a Cida, que antes de vir morar com o Geraldo, na Bititinga, vivia com  sua grande família em Major Izidoro, no sertão alagoano. Instigada pelas conversas de Lampião e da caatinga, a Cida foi buscar em casa uns jornais e um livrinho de cordel- ainda datilografado - contando a história da vida de seu pai: Vitor ou Victor Ferreira da Silva.




Aparecida, sertaneja , filha de Victor Ferreira " O Vaqueiro Destemido", de autoria do compositor Valdo Bolinho



Conta a Cida que o patriarca, que era parente e amigo de Virgulino Ferreira, o Lampião, levou uma vida honesta  como tropeiro, carreiro, comerciante de bode e rapadura e vaqueiro dos bons. Nascido em  Maniçoba, em Pernambuco, em 1900, Vitor morreu em 2009, aos 110 anos, deixando seus 27 filhos, e até então 175 netos, 103 bisnetos e 86 trinetos. A Cida é filha da última esposa do vaqueiro Vitor, dona Maria Albina Costa da Silva









Na reportagem do Jornal Tribuna do Sertão (em 18 de janeiro de 2010) um dos afilhados de Vitor Ferreira, Azeário Ferreira, lembra da vivência do vaqueiro, que apesar de ter sido parente e amigo de Lampião, foi aconselhado a não entrar no cangaço.





 





 Escrito em literatura de cordel, e guardado com muito orgulho e carinho pela Cida,  o folheto traz lembranças de sua vida, ainda não Sertão, quando o pai levava a vida trabalhando duro para sustentar a família, tendo muitas vezes que migrar para outros lados, a fim de arrumar emprego honesto e não ser enganado pelo patrão. No livrinho, de autoria do compositor Valdo Bolinha, reza a lenda que Victor, o Vaqueiro Destemido tinha poderes de encantar-se em noites de lua cheia, e assim a fama corria na boca do povo. 


Imagem da caatinga (do Tupi Caa- Mato , e Tinga, branco). Tipo de floresta do Nordeste brasileiro.


Nas lembranças da Cida , o pai nunca entrava na caatinga, mesmo à noite, para sair sem os animais perdidos, pois sempre voltava antes dos outros pares, trazendo com ele toda a boiada. Victor ficou na história popular, de fato como um grande vaqueiro, daqueles dos bons, mas que apesar de seus 110 anos não chegou a ter a recompensada de ver a sua profissão de vaqueiro reconhecida e regulamentada.


Moradora responsável, junto como marido Geraldo Rosalino, pela biblioteca comunitária da Bittinga, a Cida tem muitas histórias para contar de sua vivência no sertão alagoano.



Em suas pesquisas e publicações, o folclorista Théo Brandão recolheu muitas histórias  que foram parar nos Novíssimos Romances do Gado, trabalho que ele escreveu e está publicado em um de seus livros (Folclore de Alagoas I, Maceió 1982). Nele, o folclorista comenta o novo florescimento do folclore da pecuária e do gado, a partir da difusão em todo o nordeste da vaqueijada, denominada Corrida de Moirão. Nelas há sobretudo oportunidade para a execução de duas modalidades de cantos: os aboios de gado e as toadas de vaqueiro ou de vaquejadas, cantando os feitos dos que praticam a vaqueijada .

(...)

Na caatinga do sertão
No tempo da vaquejada
Se reune os fazendeiros
Naquela festa animada
Para assistir à pega
Da novilhinha pintada
Ê boi, ...
(Trecho de toada cantada por Enoque e Etelvino- "Pega da Novilha", recolhida por Théo Brandão em 1953).


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Dia dos Poetas

Quatro de Outubro é a data em que se comemora internacionalmente o Dia dos Poetas. Embora a poesia   não seja tão cultuada como antigamente - pelo menos como gênero literário  preferido da nova geração -, ela continua viva e despertando emoções no leitor. Berço de grandes poetas como Jorge de Lima, Ledo Ivo , Carlos Moliterno e tantos outros, o movimento poético alagoano também se expande por meio de blogs - como uma alternativa de novos poetas mostrarem o que muitas vezes é difícil  publicar no formato de livro - e de  iniciativas como o Projeto Papel no Varal, que vem realizando ações culturais para trazer a poesia para  o cotidiano das pessoas.





 Recentemente reli " Cartas a um jovem poeta"*, de Rainer Maria Rilke (1838-1906) , que nasceu em Praga (então parte do império Austro-Húngaro) e deixou um legado dos mais preciosos para a geração de poetas que viriam a seguir. O livrinho - que é pequeno apenas no tamanho - é em um apanhado de cartas que Rilke escreveu ao jovem Franz Kappus em respostas as inquietações do jovem que ambicionava ser poeta. Nas correpondências, publicadas três anos após a morte de Rilke, a beleza da prosa e a riqueza de seu pensamento se revelam plenamente. Segue um trecho da carta , datada em 1903, em Paris.

(...)

Uma obra de arte é boa quando surge de uma necessidade. É no modo como ela se origina que se encontra o seu valor, não há nenhum outro critério. Por isso, prezado senhor, eu não saberia dar nenhum conselho senão este: voltar-se para si mesmo e sondar as profundezas de onde vem a sua vida; nessa fonte o senhor encontará a resposta para a questão de saber se precisa criar. Aceite-a como ela for, sem interpretá-la. Talvez ela revele que o senhor é chamado a ser um artista. Nesse caso, aceite sua sorte e a suporte, com seu peso e sua grandeza, sem perguntar nunca pela recompensa que vir de fora. Pois o criador tem de ser um mundo para si mesmo e encontrar tudo em si mesmo e na natureza, da qual se aproximou.




*( L&PM pocket plus, Tradução de Pedro Sussekind)

domingo, 29 de setembro de 2013

E por falar....

E por falar em Flimar, sábado (28) voltei a Marechal Deodoro - dessa vez levando minha mãe e meu filho -, para participar do último dia de eventos, e , claro, mais uma vez curtir o visual da velha capital alagoana.


Orla de Marechal Deodoro



Foi mais uma oportunidade de participar dos debates em torno da obra do Mestre Graça. Em uma das mesas o tema foi: Graciliano Ramos sob olhares femininos, que teve como mediador Ricardo Ramos Filho.  Personagens femininos  dos romances do escritor, como Sinhá Vitória (Vidas Secas), e Madalena (São Bernardo) foram destacados pelos membros da mesa como exemplos da força feminino no universo de Graciliano. Mas, entre as mulheres que conviveram com o escritor e também foram presenças fortes em sua vida,  estão Nise da Silveira (companheira de prisão, em 1936, durante o governo de Getúlio Vargas,) e a própria esposa, Heloísa Ramos, com quem ele dividiu as amarguras do Cárcere. Da experiência sugeria o romance Memórias do Cárcere, livro de memórias publicado postumamente(1953).


Escritor Ricardo Ramos Filho mediador da Mesa Graciliano Ramos sob olhares femininos




Do lado de fora do Espaço cultural a movimentação foi grande no estande da Beaba, sempre mostrando os lançamentos. A escritora baiana  Lízian Danielle, participou da Flimar com uma das palestrantes, e estava lançando seu novo livro " Danna", sua estréia na chamada literatura fantástica.




Escritora Lízien Danielle com Maria Lydia (Beaba)

Autora de 4 livros, Lizien presentou o Projeto Engenho de Leitura com o romance  "Além da Colina" (São Paulo: Conex, 2010). Ela estará presente também na Bienal Internacional do Livro, que acontece em Maceió , no Centro Cultural e de Exposições, Ruth Cardoso, de 25 de outubro a 3 de novembro.








Escritora autografando um de seus romances, oferecido para o acervo da biblioteca Comunitária da Bititinga.
Muito Obrigada!
O encerramento da parte literária da IV Flimar contou com a presença do Ministro dos Esportes , o alagoano Aldo Rebelo, que falou sobre O Futebol e a Literatura,  leu crônicas de Nélson Rodrigues,  e destacou o poder do esporte como inclusão social.


Carlito Lima, escritor e cronista da Gazeta de Alagoas, feliz com o resultado da IV FLIMAR







A presença do escritor Ledo Ivo (1924-2012), homenageado da Flimar em 2011, foi marcante durante todo o evento, e nas palavras do prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus, quando falou da presença de borboletas em volta do palco das mesas de debates e da imagem de Ledo Ivo. Ao lado do Secretário Carlito Lima anunciou que a próxima Flimar , em 2014, não será realizada mais no mês de setembro, e sim em novembro, durante as comemorações da semana da Emancipação da República. E anunciou: Os homenageados da próxima Flimar serão os alagoanos Tavares Bastos e Djavan.  Vivas à Flimar!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Na IV FLIMAR

Inspirada nos antigos festivais de verão e na Feira Literária Internacional de Paraty (FLIP), a cidade de Marechal Deodoro realiza desde quinta-feira(25) até amanhã (28) a sua IV Festa Literária, a FLIMAR.



Marechal Deodoro, situada na região metropolitana de Maceió, realiza a IV Edição da Festa Literária- FLIMAR

Nesta edição a FLIMAR está homenageando o escritor Graciliano Ramos e o cineasta Cacá Diegues, alagoanos com grandes produções e obras que engradecem a cultura regional e brasileira.Em 2011 o homenageado foi o poeta alagoano Ledo Ivo, e em 2012 os homenageados foram o folclorista Théo Brandão e o escritor Antonio Torres.



No auditório do Espaço Cultural  Marechal Deodoro são realizadas diariamente palestras e mesas abordando temas sobre as obras dos dois homenageados. Outros eventos paralelos como saraus literários, feira de livro, exposições de fotografia e de pintura, apresentações folclóricas e artesanato acontecem por toda a cidade. A programação completa  pode ser conferida no blog oficial da  IV Flimar.



Sempre presente na Festa Literária o estande da livreira Maria Lydia exibe os lançamentos de autores que participam da Flimar, e também é ponto de encontro dos visitantes e  organizadores da Festa Literária.

A livreira Maria Lydia sempre presente nos eventos literários,




A  escritora  Vera Romariz participou da Mesa: O Prefeito Graciliano, que teve também como convidados o escritor e jornalista Audálio Dantas; a escritora Isvânia Marques (Palmeira dos Índios-AL) e como mediador o escritor e apresentador do Programa Leituras da Tv Senado, Maurício Melo Jr.

Autor de  obras premiadas o alagoano Audálio Dantas  é um dos finalistas de 2013 do Prêmio Jabuti  junto com outro alagoano, José Marque de Melo. Foi agraciado com  o Troféu Juca Pato - Intelectual do ano. Como organizador do Salão dos Jornalistas escritores Audálio Dantas falou da dificuldade em promover eventos literários como esse,  elogiando o esforço dos organizadores da FLIMAR,  tendo à frente o escritor e secretário de cultura de Marechal Deodoro, Carlito Lima. Audálio é autor  de obras importantes sobre Graciliano Ramos, entre eles o livro arte-reportagem " O Chão de Graciliano", com fotografia de Tiago Santana.


As duas guerras de Vlado Herzog: da perseguição nazista na Europa à morte sob tortura no Brasil”, de Audálio Dantas, pela editora Civilização Brasileira, é o primeiro da lista de mais votados da categoria reportagem. para o Prêmio Jabuti 2013.






 Obras do escritor Graciliano Ramos e o famoso relatório de sua gestão como Prefeito de Palmeira dos Índios, região agreste alagoana, no final dos anos 20, estão sendo tema de debates na IV Flimar, que conta com a presença do neto de Graciliano, Ricardo Ramos Filho, autor de livros voltados para o público infantojuvenil.

O Cravo Brigou com a Rosa, livro de Ricardo Ramos Filho, também está presente no estande da Beaba


Além dos eventos literários Marechal Deodoro (antiga Santa Maria Magdalena da Alagoa do Sul) , berço do Proclamador da República e capital da província de Alagoas até 1839, é uma atração pela sua beleza natural e a riqueza de seu patrimônio histórico. 





Casa.-Museu onde nasceu o Proclamador da República, Marechal Deodoro da Fonseca




Igrejas mostram o apogeu da herança colonial em Alagoas




Estudantes e turistas visitam os monumentos históricos de Marechal Deodoro




Orla lagunar de Marechal Deodoro 




Prédios em estilo colonial






Entre os pontos de visitação da cidade está o Mercado do Artesanato

Artesanato de Marechal Deodoro


Artesã exibe seus produtos no Mercado de Artesanato de Marechal Deodoro



As igrejas estão por toda a parte




Cidade musical Marechal Deodoro tem diversas bandas filarmônicas


Cidade pacata que atrai turistas pela beleza de seu patrimônio histórico e a Flimar




Paisagem de Marchal Deodoro, debruçada sobre a Lagoa Manguaba




Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem






Sede do Iphan - Marechal Deodoro


 O canavial, os coqueiros  são marcas da paisagem colonial de Marechal Deodoro

De Alma Levada


( ao Mestre Graça)

No rio da minha existência
mergulho a alma em agonia
e estendo  o pesado manto
que afunda e volta à tona

Deixo a água penetrar
esfrego, torço e bato
a alma na pedra dura,
na água que amolece e lava
tal e qual as lavadeiras
de minha terra sofrida

Enquanto a alma embranquece
vislumbro as paisagens ao redor
(Quebrangulo, Viçosa, Palmeira dos Índios, Maceió...)
e sinto os cheiros de pessoas
 saudades e quimeras

A alma, então, retorcida
vai ficando enxuta e nova,
estendida sob o sol
com cheiro de sabonete "Alma de Flores"

e sigo o caminho do poente,
de alma lavada para a vida.

(De Alma Lavado, poesia de Vanessa Omena, do livro em arquivo "Dias Brancos)



Mais sobre as belezas de Marechal Deodoro você confere no post anterior do blog.

Flanando na Flimar II

Ainda por conta da IV FLIMAR o Museu de Arte Sacra  Dom Ranulpho da Silva Faria, situado no Centro Histórico de Marechal Deodoro,  está esses dias de portas abertas para receber os visitantes. O museu faz parte do Conjunto Arquitetônico Franciscano de Santa Maria Madalena  que vem sendo restaurado pelo IPHAN, foi construído  em estilo barroco entre 1684 e 1689 para abrigar a ordem dos franciscanos.  


Conjunto Arquitetônico de São Francisco, no centro Histórico de Marechal Deodoro , onde ao lado está situado o Museu de Arte Sacra Dom Ranulpho da Silva Farias


O Monumento é formando pela Igreja de São Francisco, a Capela da Ordem Terceira e o  convento onde hoje se situa o Museu de Arte Sacra Dom Ranulpho da Silva.



O Restauro no Convento Franciscano - atual Museu de Arte Sacra - vem sendo realizado pelo IPHAN

Madeiramento e pisos  características da arquitetura colonial
O Museu , que desde 2007 está fechado para as obras  de restauro, abriga imagens de santos e peças religiosas do período colonial  brasileiro,  e segundo me informaram (não por fonte oficiais) deverá ser reinaugurado no final de 2013.

Diversa peças sacras e em ouro fazem parte da coleção




Pátio do convento que abrigava os frades franciscanos . O lugar , além de convento já foi quartel de caçadores, orfanato, seminário e colégio interno.






Altar - Mor, todo em ouro ainda está em processo de restauração pelo Iphan