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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Arte popular

“A invenção da Terra – Coleção Tania de Maya Pedrosa”  é o tema da exposição e do catálogo da exposição intitulado Arte Popular, lançado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico  Nacional- Iphan.  





São trezentos e setenta peças de grandes mestres da arte popular, dominando variadas técnicas e uma diversidade em matéria prima, disponibilizadas por tema e região, dando ênfase às representações da cultura popular nordestina. A curadoria é de Robertson Dorta.

A artista e sua coleção de arte popular - A Invenção da Terra

A mostra pode ser visitada na Casa do Patrimônio, que fica em uma antigo armazém de açúcar, no bairro jaraguá (quase em frente à sede do Arquivo Público de Alagoas-APA), e  conta com uma expografia interativa, ou seja, o visitante pode acessar por meio de totens eletrônicos informações sobre os artistas, o trabalho, o material, documentários e peças de arte popular. O catálogo traz fotografias de Celso Brandão e foi organizado por Cármem Lúcia Dantas.




 Iemanjá, ex- votos, engenhos de açúcar, vendedora de sururu, canavial, a pomba representando o divino espírito santo, céu azul, arraiais, casinhas à beira do rio São Francisco, folguedos, barcos, brinquedos, carros de bois, trabalhadores, festas, balões, fogueira de São João, bois, cana,  trabalhadores braçais, anjos, beatas, sertão, danças ...,  é nesse universo tão marcante da cultura e do imaginário popular nordestino que a arte de Tania transita, tanto no seu viés de artista plástica como no de colecionadora.

Pintura Naif - Arte Nativa -, de Tania de Maya Pedrosa



Catálogo mostra diversidade de peças da artista e colecionadora alagoana




Para o poeta ledo Ivo (1924-2012), membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), "Tania de Maya Pedrosa é uma guardiã de tesouros".

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Jardim da vovó - V

Dia desses voltei à Bititinga para levar novos livros para o acervo da biblioteca comunitária. Sempre aproveito essa "passadinha" para conversar com os moradores que  encontro em volta do clube onde fica a biblioteca. Gosto de saber das novidades do local,  como foram as férias escolares, o que andam fazendo nas horas vagas, o que estão lendo atualmente.... e como anda o Jardim da Vovó, que começou a ser plantado ano passado em frente à biblibioteca.



Dessa vez não encontrei por lá nem a Mocinha nem Geraldo - que estava em Maceió -, mas a Cida está sempre fazendo alguma atividade recreativa com algumas meninas.... E seguimos para ver como andava o jardim.





A Cida disse que as Beneditas são as flores que mais brotam, mas com o tempo o caule começa a ficar mole e algumas precisam ser replantadas. As semente da Benedita depois de secas crescem facilmente e sem muito trato, mas é preciso organizar os canteiros ao redor.







A ideia é que todos colaborem na plantação e nos cuidados com o jardim, e para que ele fique bonito e produtivo é preciso união e persistência, e, claro, amor pelo que faz. 






 Um trabalho que pode envolver os moradores é a reciclagem de garrafas pets que servem para o plantio de mudas de hortaliças e flores. Com a terra fértil e algumas mudinhas é possível organizar melhor o jardim. Quem sabe no futuro poderemos ter uma exposição de flores na Bititinga?  Afinal, o cultivo de flores  é uma atividade que  rende sustento econômico para muita gente. 



Aproveitei para tirar uma foto com a Bia, ao lado do pé de jabuticaba que plantei em homenagem a minha avó Margarida


E então pessoal? Mãos à obra!!!!





*Quem quiser colaborar com o Jardim da Vovó, ensinando alguma técnica de plantio ou doando apetrechos de jardinagem, mudas, garrafas pets, ou contar a sua experiência com jardinagem e o cultivo de hortas é só entrar em contato conosco.Sua ideia pode ser muito útil e motivar outras pessoas.






sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Poema "Mãe Peregrina"



Mãe Peregrina, cuida da mulher,
da mãe menina que precisa de atenção
das mães jovens que precisam de apoio
das mães sofridas que precisam de amor
das mães doentes que precisam de saúde
da mãe idosa que quer ver seus filhos felizes.

Mãe Peregrina, cuida das mães abandonadas,
das mães de rua que precisam de um rumo
das mães pais que precisam de ajuda
das mães que não conceberam,
mas que são mães de tantos filhos.

Mãe Peregrina que visita cada casa
tua benção é a salvação
dos dias brancos, azuis e negros.
(VO - do livro em arquivo " os dias brancos")


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Corrente de Leitura

Esqueça Um Livro. È o nome de uma campanha  que já conquistou milhares de adeptos em vários países e que no próximo sábado - 25 de janeiro - ganha mais uma edição. A iniciativa surgiu nos EUA em 2001, e se espalhou pelo mundo com o obetivo de estimular o hábito da leitura e o desapego aos livros. No Brasil a campanha foi introduzida pelo jornalista paulista e crítico literário Felipe Brandão, que criou uma página no facebook para divulgar a iniciativa e atrair novos adeptos. 





Na prática, os participantes “esquecem” um livro em um local de grande circulação na cidade, e outra pessoa o encontra e leva para casa. O Felipe recomenda* que ao "esquecer" o livro a pessoa escreva um recadinho incentivando essa prática de fazer o livro circular.

Como tantos também fico feliz ao ver essas iniciativas de espalhar a leitura em diversos recantos de nosso estado ( nós, brasileiros,infelizmente ainda não temos muito o hábito de ler) cidade e país, e o Dia do Esqueça Um Livro, sem dúvidas se junta a essas boas práticas de doar o livro que muitas vezes fica "preso" em nossas estantes, e o que é pior, muitos são descartados como lixo nas ruas. Eu mesma já catei alguns, ainda em bom estado, que infelizmente jogaram por aí em vez de colocarem em pontos de ônibus, shopping, praça, doar..., como propõe a  campanha. Certa vez li uma reportagem sobre uma catadora de lixo que consegiu juntar vários exemplares de livros enquanto  trabalhava nos lixões da cidade, e com eles criou uma biblioteca que ajuda a alfabetizar e levar o prazer da leitura às crianças carentes da comunidade onde mora.



Para formar a biblioteca (ou salinha de leitura) da Bititinga contei com a doação de pessoas do meu prédio, amigos, familiares, concurso da Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil (FNLIJ), e uma livreira aqui de minha cidade, mostrando que existe sim a disposição de muitos em fazer o livro circular.

E aí? já decidiu que livro você vai esquecer amanhã?

* Em vez de colocar o recadinho na página do livro a proposta é colocar uma filipeta (folheto informativo) disponível para a campanha, ou fazer  em uma papelzinho à parte.





domingo, 19 de janeiro de 2014

Memórias de Alagoas

Localizado em um antigo armazém de estocar açúcar, no histórico bairro de Jaraguá, berço da cidade de Maceió que a partir de 1839 se tornaria a capital da província (antes era a atual Marechal Deodoro, antiga Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul, ou Alagoas), o Arquivo Público de Alagoas - APA, guarda um acervo histórico que muito conta sobre a formação do território alagoano, desde à época em que era parte da então Capitania de Pernambuco, com diversos gêneros documentais de pelo menos quatro séculos da nossa história. O espaço, que é a nova sede do APA desde 2010, é lugar de consultas e pesquisas com um acervo incluindo iconografia (fotos), documentos escritos ou textuais,  livros e periódicos (jornais e revistas). Em uma das visitas que fiz ao lugar, recebi um dos exemplares (distribuição gratuita) do  livro Arquivo Público de Alagoas - memórias históricas de Alagoas, com pesquisa e texto de Marcos Antônio Rodrigues Vaconcelos Filho, atual diretor do APA, que ao longo de seus 53 anos de criação, em 30 de dezembro de 1961, quando Alagoas era governanda pelo Major Luiz de Souza Cavalcante (1902-2002), teve apenas três diretores (os anteriores foram Moacyr Medeiros de Sant`Ana  e Geraldo da Silva Filho). 

Livro conta as memórias histórico-administrativa do Arquivo Público de Alagoas,

Ao longo de sua criação e marco legislativo,  o arquivo público teve duas sedes. Uma delas - que durou por mais de quatro décadas - dividia com a Biblioteca Pública  Estadual o secular sobrado da Praça D. Pedro II, ao lado da Assembléia Legislativa do Estado (Casa Tavares Bastos), no centro de Maceió. A necessidade de criação de um Arquivo Público, no entanto, remonta ao século XIX, quando o então presidente da província alagoana, Antonio Manoel de Campos Melo, enviou menagem à Assembléia Legislativa voltando a falar  da necessidade de criação de um espaço "com decência e pelo qual se pudessem preservar documentos e memórias históricas, geográficas e administrativas sobre a província, destacando também a necessidade de criação do cargo de arquivista que se dedicaria exclusivamente à classificação cronológica de toda a documentação  administrativa da província.






Antes de sua legislação, aperfeiçoada ao longo do tempo com novas leis e decretos, os documentos que tratam de atos admistrativos de Alagoas ficaram por séculos dispersos em  salas abandonadas e sem estrutura, ficando por longos anos nos porões do Palácio dos Martírios, em um espaço denominado "Serviço de Arquivo". Uma parte dos documentos que remontam da época do período colonial foram organizados, em 1926, pelo historiador alagoano  João Craveiro Costa (1869-1934) quando ocupava seu cargo de secretário perpétuo do atual Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL), e outros estão espalhados por Portugal, Holanda, Espanha, Canadá, EUA, pelo Rio de Janeiro, Recife... 

Até 1961 Alagoas não tinha um marco legislativo para cuidar de  seus documentos oficiais


Atualmente, o APA, faz parte da estutura da Secretria de Estado do Gabinete Civil vinculada à Superintendência de Informação, Logística e Documentação. Seu horário de funcionamento , aberto para visitantes e pesquisadores, é das 8 às 13 horas.





segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Luci Collin




“É preciso cultivar, 






Brincar




e se envolver com a palavra"
(Luci Collin)



A frase que inspirou este post é da  contista, poeta, tradutora, professora e musicista curitibana Luci Collin 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O Acendedor de Lampiões

Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Este mesmo que vem infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!





Essa é a primeira estrofe do poema O Acendedor de Lampião, do poeta alagoano Jorge de Lima (1893-1953). Natural de União dos Palmares, interior de Alagoas, Jorge de Lima é considerado um dos maiores poetas da literatura brasileira, e influenciou gerações de escritores. Desde sua morte, que completou 60 anos no final do ano passado,  o autor ressurge, mais uma vez, em edições como o livro  Invenção de Orfeu (1952), considerado sua obra-prima, pela editora Cosaf Naif. A editora também vai lançar Calunga, romance do seu ciclo nordestino, além de uma edição ilustrada de Poemas negros .


Casa Jorge de Lima



Em Maceió, a casa onde o médico e poeta Jorge de Lima viveu, na Praça Sinimbú, foi restaurada e reinaugurada desde 2008  com o memorial do poeta.