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domingo, 27 de abril de 2014

Visitando livrarias


Desde que foi inaugurada no mais novo shopping center de Maceió, em Cruz das Almas, o maceioense e, claro, muitos do interior e de outras procedências que visitam nossa cidade, podem ter um espaço (não falo aqui da bienal ) para  poder passear, literalmente, entre os livros. Outras livrarias existem na cidade (bem poucas, é verdade), mas a megalivraria Leitura, do Parque Shopping, supera em metros quadrados e em número de títulos - embora a quantidade de títulos, vale dizer, não significa qualidade, mas abre o leque para todos os gêneros, gostos e uma infinidade de autores de diversas origens.



Além da diversidade de títulos e de gêneros o leitor pode conhecer os lançamentos, e prestigiar a estante de autores alagoanos,que vão ganhando espaço à medida que o próprio alagoano também vai se interessando pelo que se produz por aqui, terra , aliás, que sempre deu grande frutos, como Graciliano Ramos, Jorge de Lima, o poeta Ledo Ivo, e muitos contemporâneos que já estão com seus livros nas prateleiras dessa e de outras livrarias.



Aliás, a Leitura, como outros espaço ao redor do livro, são sempre um bom ponto de encontro!

Estante de autores alagoanos na megalivraria Leitura

Espaço do mezanino pode ser utilizado para encontros e bate papos em torno do livro

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Amigos da Bititinga


Visitando os amigos da Bititinga, o ex-morador e trabalhador da antiga Usina, Renan (atualmente é funcionário da usina Cachoeira), foi conferir o acervo da biblioteca comunitária. Ele fez questão de elogiar os títulos existentes nas prateleiras, entre eles a biografia de Delmiro Gouveia (1863-1917), industrial brasileiro do ramo do couro e algodão, e também pioneiro na construção da primeira hidroelétrica da região nordeste, aproveitando a queda de Angiquinhos, nas margens do Rio São Francisco, fundando o povoado Pedra, e que hoje é denominado - em sua homenagem -  município de Delmiro Gouveia, localizado no sertão alagoano.





Renan tem até hoje família residindo na Bititinga e sempre que possível vai visitar os amigos, entre eles o Geraldo Rosalino, responsável pelo clube da antiga usina e onde fica a biblioteca. Aliás, o Geraldo vem trabalhando para melhorar o espaço da sala que acolhe os livros, e uma das providências é aumentar a salinha e fazer uma pintura nova.





Nessa ida à Bititinga conversamos também  com o morador S. Vertuoso, que no próximo mês de maio vai completar 100 anos de vida e com certeza vai receber os Parabéns da comunidade.




Também encontramos  a Genilda e a Mocinha e conversamos sobre as plantinhas do jardim da Vovó. Algumas  já estão bem crescidas mas é preciso a participação de todos - inclusive das crianças - para que o jardim possa ficar cada dia mais bonito. Minha mãe, Lena, que já teve um belo jardim quando morava na Bititinga, gosta sempre de levar alguma plantinha nova, e com os cuidados da Mocinha e de outros moradores a ideia é deixar o lugar cada dia mais atraente.
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Mocinha explica que as mudinhas são transportadas de sua plantação assim que ficam maiores 










quinta-feira, 17 de abril de 2014

Novo livro

Fernando Pessoa (1888-1935)  e seus heterônimos, nos deixou grandes obras, e ainda hoje seus escritos continuam mais vivos que nunca. Amo como o Amor Ama, são inéditos, do fundo de seu baú e que foram organizados em uma antologia por Mariana Gray de Castro, investigadora  da obra de Fernando Pessoa. São escritos selecionados de Pessoa que mostram a visão de um poeta múltiplo sobre o Amor.






Oh, Lisboa,
Pessoa!

Que bom provar o sabor do teu sabor.
Degustar devagarzinho cada parte do teu ser,
e sentir aquele aroma de café com leite
que acalma a alma da gente.

Derreter na língua a mais pura poesia,
feita de sonhos e farinha lambuzados d`ovos,
dos doces sabores da terra,
e dos lugares por onde andastes,

Meu poeta!
Minha Lisboa!
(Omena, Vanessa - do livro em arquivo "os dias brancos")

Estátua do Poeta  Fernando Antonio Nogueira Pessoa, em frente ao Café A Brasileira, no Chiado (Lisboa)




Páginas do livro Amo como o Amor Ama, Escritos de Amor de  Fernando Pessoa, organizado por Mariana Grey de Castro

quinta-feira, 27 de março de 2014

Ilustrador Premiado

É certo que para os pequenos um livro cheio de ilustrações atrai muito mais a leitura de um livro de estórias. Muitos autores, inclusive, usam apenas a ilustração como forma de narrativa. Nesse caso a imagem é  a própria história. No quesito ilustração o Brasil foi   destaque com a premiação do ilustrador brasileiro Roger Mello agraciado com o prêmio internacional de literatura infanto-juvenil Hans Christian Andersen (1805-1875). O nome do prêmio, aliás, é uma homenagem ao famoso escritor dinamarquês autor de Contos de Fadas como ' O Patinho Feio' e a 'Pequena Sereia'.



A ilustração que Roger Mello fez para o livro 'Meninos do Mangue" foi escolhida para a exposição de ilustradores brasileiros na Feira de Bolonha (Itália).



Na Bititinga as meninas que frequentam os encontros na biblioteca comunitária também já sabem da força da ilustração para chamar a atenção da leitura. Além da Cida, que demonstrou ter muito jeito para  trabalhos artísticos, as mais jovens também mostraram que o desenho é uma ótima forma de se expressar.




sexta-feira, 21 de março de 2014

Dia Mundial da Poesia

Alagoas:  terra de muitas belezas e poetas. No Dia Interncional da Poesia, o blog homenageia o " Príncipe dos Poetas Alagoano", Jucá Santos, autor de vários livros de poesias, membro fundador, desde 1959, da Academia Maceioense de Letras e membro da Academia Alagoana de Letras. Um homem de valor! 





Agonia do Poeta

Jucá Santos

 Quero escrever mas algo me atormenta...
Nem um verso, sequer, me brota d'alma.
Uma vontade louca me impacienta
E lentamente eu vou perdendo a calma.

Essa vontade que me surge lenta.
Rapidamente, dentro de mim se espalma.
Meu coração, depressa, então rebenta
As cadeias que o prende e não se acalma.

Quero escrever, meu Deus! Quero escrever!
Minh'alma, tristemente, quer dizer
Seu sofrimento ao mundo de ilusão.

É inútil tentar e eu fico mudo,
Pois se tenho papel e pena e tudo...
Mas falta o principal: INSPIRAÇÃO!

(*do livro de sonetos Jardim Fechado)

domingo, 16 de março de 2014

A Era Vargas


Um dos períodos mais polêmicos da história do Brasil, os anos da  Era Vargas são descritos de forma inusitada no livro "Getúlio Vargas em dois mundos ", transmitido pelo espírito de Eça de Queirós pela mediunidade de Wanda Cannutti. Depois de sua morte, em 24 de agosto de 1954, Vargas faz uma retrospectiva de sua vida terrena e encontra motivos para deixar um novo depoimento de amor a sua pátria, baseado numa nova visão sobre seus opositores e equívocos em sua longa caminhada política. O livro é uma verdadeira aula sobre esse período da história do Brasil e ao mesmo tempo uma reflexão sobre a vida após a morte.




quinta-feira, 6 de março de 2014

Guimarães Rosa

"Em meus textos, quero chocar o leitor, não deixar que ele repouse na bengala dos lugares-comuns, das expressões acostumadas e domesticadas. Quero obrigá-lo a sentir uma novidade nas palavras!"

João Guimarães Rosa (1908-1967)


Natural de Cordisburgo, Minas Gerais, João Guimarães Rosa foi médico, diplomata e escritor. Em 1956 publicou uma das mais importantes obras da literatura brasileira: "Grande Sertão: Veredas", elogiada pela linguagem e pela originalidade de estilo. Na obra, de mais de 600 páginas, o ex-jagunço Riobaldo relembra suas lutas, seus medos e o amor reprimido por Diadorin. A superstição e o misticismo acompanhariam o escritor por toda a vida. Ele acreditava na força da lua, respeitava curandeiros, feiticeiros, a umbanda, a quimbanda e o kardecismo. Em 1967, João Guimarães Rosa seria indicado para o prêmio Nobel de Literatura. A indicação, iniciativa dos seus editores alemães, franceses e italianos, foi barrada pela morte do escritor.