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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Convite Natalino





 O Projeto Engenho de Leitura, Artes  e Empreendedorismo Bititinga

convida você para assistir

Coro Prisma - Projeto Natal

que acontecerá no domingo, dia 16, às 16h30 no clube da Bititinga.

Com 22 anos de existência, o Prisma vem se apresentando em diversos eventos, em Maceió, e cidades do interior, com repertório de músicas sacras, eruditas e estilos de Música Popular Brasileira (MPB). Neste ano o coro participou das homenagens ao centenário de Luiz Gonzaga, o " Rei do Baião".

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Na comunidade

Neste sábado (8/12) voltamos à Bititinga e o  Geraldo foi logo mostrando a casinha para receber o presépio natalino. O local escolhido foi em frente ao clube. O Geraldo utilizou bambu, paus, palha de coqueiro e uma caixa d´agua para fazer a base do presépio.

Geraldo Rosalino, morador da Bititinga, é um dos responsáveis pela organização do natal na comunidade

Presépio foi construído para receber a Sagrada Família


Comunidade se preprara para as festas natalinas
Agora só falta finalizar a decoração da lapinha.
O Geraldo ficou de falar com o padre de Messias para fazer uma benção na comunidade, e no próximo domingo, dia 16, às 16h30, contamos com a presença do Coro Prisma para uma "Cantata Natalina" na Bititinga.



 Também levamos mais livros que foram doados pelos amigos para a Biblioteca Comunitária da Bititinga...




e  a contação de história aconteceu debaixo de uma frondosa árvore." Fábulas de Esopo", de Jean de La Fontaine, são as pequenas narrativas que vamos contar nas próximas visitas. A Fábula trata de certas atitudes humanas, como a disputa entre fortes e fracos, a esperteza, a ganância, a gratidão, o ser bondoso, o não ser tolo...
Muitas vezes, no finalzinho da  fábula aparece uma frase destacada chamada MORAL DA HISTÓRIA; outras vezes esta mensagem está implícita na narrativa.



Na leitura da fábula  "A Menina do leite" a moral da história  é :

Não se deve contar com uma coisa antes de conseguí-la'.

Depois da  contação foi a vez do Louis fazer uma oficina de artes, explicando como construir um Tangran



Tangran:  è um jogo muito utilizado pelos professores de matemática para apresentar aos alunos da educação infantil e do ensino fundamental (até o 6º ano) formas geométricas, trabalhar a lógica e a criatividade, retas, seguimentos de retas, pontos e vértices.

José Rosalino observa livro sobre geometria




Papel, tesoura, régua, lógica e criatividade fazem parte da arte do tangran



Louis mostra para Dani como fazer um brinquedo com a arte de dobrar o papel


Mocinha voltou à infância na oficina de tangran







sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Flanando na Flimar





Não deu para ir na sexta ao lançamento do livro da Cléa
mas fiz no sábado minhas andanças pela Flimar.
Munida da máquina de fotografar
fui direto no estande de livros da Beabá.

Lá encontrei a Lidia, sempre divulgando os autores alagoanos
e na conversa falei sobre o projeto de leitura na Bititinga.
 Para a minha surpresa e prazer
a Lidia me apresentou o Valber, seu esposo
que trabalhou por lá como soldador no final da década de 70
e tinha grandes lembranças prá contar.

Fiquei de passar outro dia na livraria
que fica no velho Parque Gonçalves Lêdo, em Maceió
para continuar a conversar tão boa,
e a Lidia ficou de doar alguns livros
para a biblioteca comunitária.

Nas ruas de Marechal Deodoro
que já foi Santa Maria Magdalena da Alagoa do Sul
 encontrei o Carlito Lima ao lado do prefeito da cidade.
Comandando o time de escritores e convidados
falou dos homenageados da Feira neste ano
entre eles, o nosso inesquecível Théo Brandão.

Ainda nos estandes dos livros
o poeta Adriano Nunes lançava Lágrimas de Grafite
e nos aproximamos para conhecer a obra
de mais um alagoano que brilha
nas terra de Graciliano, Jorge de Lima, Lêdo Ivo
Arriete Vilela, entre outros tantos poetas e escritores
da Terra dos Marechais , dos Caetés, de Zumbi dos Palmares, e das
praias mais belas do Brasil.

Mais adiante parei no estande do Projeto Mova Brasil
que muito tem contribuído para a alfabetização de adultos.
 Lá conheci Uva, atuante em projetos sociais
que me contou história incríveis
como a do avô, marinheiro que nasceu no oceano
na viagem entre a Espanha e o Brasil,
e terminou casando com uma índia caeté, de Coruripe.

Seguindo pelos estandes, já na orla lagunar
dei uma passadinha para conhecer a experiência de plantio de pimentas,
 e o interessante foi ver uma técnica de irrigação
com a utilização de garrafas pet.

No ancoradouro
encontrei duas estudantes de Arapiraca,
e uma delas  trazia o livro "Poesias Completas" do poeta Lêdo Ivo
 que ganhou como primeira colocada em um concurso de poesia
e queria o autógrafo do famoso escritor alagoano.
que é sempre um convidado ilustre da Flimar.

Ainda flanando pela cidade
sempre com a máquina fotográfica e o bloco de anotações
passei pelo conjunto arquitetônico colonial da Ordem Franciscana
e na igreja de São Benedito encontrei crianças do coro
 ensaiando as músicas para cantata e natal.

Já no espaço cultural
a palestra era sobre os 100 anos do escritor Jorge Amado.
A sobrinha Janaína Amado, o jornalista do Programa Leituras ,
e o escritor baiano Antonio Torres
 falaram sobre a efeméride destacando não só os livros do autor
mas situações interessantes da convivência com o pai de Gabriela, Tieta, Teresa Batista ....
só para citar os personagens femininos que deram nome a alguns de seus tantos livros,
 e de sua pródiga imaginação baiana e universal.

No final ainda deu para tietar o escritor de "EssasTerras"
que autografou o meu livro
mostrando a simpatia de quem
apesar de ter conquistado importantes prêmios
caminha junto aos mortais com a maior simplicidade.

Não queria sair de Marechal
mas tinha compromissos em Maceió
e apesar de não ter encontrado a amiga Cléa,
que já alçou voos para Brasília
trazia seu livro e muitas fotos desses encontros ,
e também uma bagagem de aprendizagem,
de quem apenas flanou pela Flimar.

* As imagens das fotos tiradas neste dia ( 30/11/2012) ficam por conta dos que lá estiveram,
e da imaginação dos que não foram. Tiramos muitas, mas infelizmente todas foram
perdidas no memory card. Coisas da tecnologia!




terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Feiras Livres


Quem não se lembra das feiras livres de sua infância, sejam nas ruas dos bairros ou em lugarejos do interior. Na Bititinga a feira livre acontecia aos sábados, em uma área próxima a esplanada da antiga usina. Um espaço de encontros, muita conversa, e o colorido das frutas, verduras, utensílios, brinquedos , gaiolas, artefatos de couro e ferramentas, radinhos de pilhas, faca e facões, enfim, toda a sorte de produtos para as necessidades da dona de casa, do trabalhador, e que enchiam (e , claro, ainda enchem apesar da modernidade dos centros comerciais) os olhos da meninada. 

Foto reproduzida do Livro " As Feiras Livres de Maceió - perfil socioeconômico" mostra a diversidade dos produtos

 Eu mesma adorava, junto com minhas irmãs, primas e amigos, vender as frutas e verduras, entre chuchus, coentros, cebolinha, maxixe, quiabo, tomate... todos colhidos bem fresquinhos no pomar e horta da minha mãe para vender em uma das tantas banquinhas da feira. Lembro de um morador, o seu Sebastião Lopes, que morava nos arredores, na Gitituba, e percorria a feira em busca dos abacaxis. O velho Sebastião, que diziam era meio maluquinho, ficava frustrado quando circulava na feira e não encontrava a sua fruta preferida. Era ele, então, já um desses personagens, entre tantos outros cheios  de histórias,  e que frequentam esses espaços de convívio, ainda mais naqueles tempos, onde tudo acontecia em volta de uma usina de açúcar.



Vieram essas lembranças por ocasião do lançamento do livro " As Feiras Livres de Maceió - perfil socioeconômico" , um apanhado dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) feito por um grupo de alunos da graduação e pós-graduação em Ciências Econômicas da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), orientados pelo professor e doutor em Economia Cícero Péricles de Carvalho e que foi publicado pela Agência de Fomento de Alagoas - Desenvolve, com projeto gráfico do André Lima e do Daniel Carvalho - Saudáveis Subversivos, e impresso na Gráfica Oficial Graciliano Ramos.

O livro traz o perfil socioeconômico de 8 feira livres de Maceió, das mais antigas as mais recentes,entre elas a feira agroecológica, única no gênero aqui na cidade (bairro de Jaraguá), mostrando a produção da agricultura familiar, com produtos provenientes principalmente de assentamentos agrícolas. Quem são seus personagens, sua história, o que vendem, e os problemas de infraestrutura foram levantados nas pesquisas dos alunos, entre eles a Camila, que tive o prazer de conhecer durante a organização dos trabalhos acadêmicos, ainda na Desenvolve, e que resultou na edição do livro.



Coube ao professor Péricles, em seu prefácio, ressaltar a importância desses espaços populares que, infelizmente, em algumas localidades , como na Bititinga, ficaram apenas nas lembranças: " Numa economia com o mercado consumidor em expansão, as feiras livres são uma fonte permanente de criação de emprego, ocupação, renda e impostos". 

 Que o livro, e outros trabalhos e investimentos que venham a seguir, sirva para estimular esses espaços tão antigos como os primeiros agrupamentos humanos, gerando sempre novas oportunidades, e preservando a doce lembrança de passear em uma feira livre, convivendo com seus personagens e saboreando seus produtos. Um exemplar do livro vai para a Biblioteca Comunitária do Projeto Engenho, e que sirva de estimula para que os agricultores da comunidade possam plantar cada vez mais suas hortas, e no futuro fazer ressurgir a Feirinha da Bititinga. Oxalá!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Ler pra valer

Na estrada em direção a Bititinga um muro chama a atenção pela pintura  evocando temas da literatura regionalista. Mas o que chamou mesmo a minha atenção foi  a inscrição: Projeto Ler Pra Valer, que na foto abaixo nem ficou visível. Com o tempo a nosso favor, fizemos uma paradinha  na Escola Estadual Santos Dumont, às margens da BR-101. 

Fachada da escola estadual Santos Dumont entre Maceió- Rio Largo e Messias

Muro interno também é usado para as atividades do Projeto




Trata-se de um Projeto Pedagógico de incentivo à leitura  que está em sua terceira edição, e foi implantado  pela Elizabeth,  coordenadora e diretora da escola  de ensino médio e fundamental . O Projeto Ler Pra Valer propõe aos alunos a leitura de um livro sobre a temática a ser trabalhada, e a partir da leitura eles realizam diversas atividades como encenação teatral, redação, pinturas no muro, vídeos, tudo de acordo com cada história.

A coordenadora do projeto Ler Pra Valer diz que alunos começam a ter maior interesse pela leitura

Elizabeth conta que na primeira edição do projeto sentiu que os alunos não gostavam de ler, e que a partir da segunda edição o projeto vem cumprindo o seu papel de estimular a leitura entre os estudantes, que já tiveram contato com obras de autores como Graciliano Ramos, Jorge de Lima, João Cabral de Melo Neto,  entre outros regionalistas e  universais. Nesta terceira edição os alunos estão trabalhando obras da literatura clássica.

Biblioteca da escola já exibe um rico acervo e está sendo ampliada

Aproveitamos para conhecer a biblioteca da escola, que está sendo ampliada e já possui um acervo bastante diversificado, a partir de programas e projetos que fazem parte das ações do Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL).

Nosso agradecimento à direção da Escola Santos Dumont pelas informaçõe prestadas  sobre o Projeto Ler Pra Valer





quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Festa Literária


Em tempo: Para quem já leu o post abaixo, apenas uma correção: a Flimar termina no sábado, dia 1º de dezembro.

Confira a Programação do dia 1º de Dezembro 2012

De hoje (28/11) até domingo (02/12) a cidade de Marechal Deodoro, uma das mais antigas de Alagoas,  e às margens da Lagoa Manguaba - ex- Santa Maria Magdalena da Alagoa do Sul -  sedia a III Flimar, tendo como  escritores homenageados  o folclorista Théo Brandão e o romancista Antônio Torres. Várias atividades culturais , entre elas, oficinas, lançamentos de livros, mesas-redondas, vão destacar as produções de alagoanos. Um dos lançamento é o livro A Influência da mulher no mundo: família, religião e sociedade ( Editora Exitus, Brasília)  da nossa colega, dos tempos da Gazeta, a jornalista Cléa Paixão, de quem recebemos o convite.

 Cléa é alagoana, mas reside em Brasília há 17 anos. Começou sua trajetória profissional como repórter da rádio do Sistema Verdes Mares e na TV Gazeta de Alagoas,afiliada da Rede Globo, onde foi premiada. Mas foi a partir de suas andanças profissionais e pessoais, realizadas Brasil a fora - das 27 unidades da Federação, ela conhece 21 -, que a jornalista resolveu falar, escrever e contar suas experiências, percepções e visão sobre elas.  O livro reúne informações sobre a história da mulher em vários países, as que sofreram opressão, violências e as que superaram os obstáculos, venceram e chegaram ao poder. O lançamento do livro de Cléa Paixão é uma das tantas atrações da III FEIRA LITERÁRIA  DE MARECHAL DEODORO organizada pelo escritor alagoano Carlito Lima, com o apoio da prefeitura de Marechal Deodoro. Uma oportunidade para descobrir mais sobre a nossa cultura e as produções dos alagoanos.





domingo, 25 de novembro de 2012

Na estrada


Saímos de Maceió  rumo às terras da ex-usina Bititinga para mais um dia de atividade do Projeto Engenho de Leitura e Artes, mas no meio do caminho o imprevisto - o carro resolveu  "quebrar" na estrada -, um pouco além da altura do aeroporto de Maceió (Zumbi dos Palmares). Inevitável não lembrar da poesia do Drummond :
" No meio do caminho tinha uma pedra,  tinha uma pedra no meio do caminho..."


 Com o carro parado, em uma estradinha ao lado da rodovia BR-101, descemos para conferir o que na prática não dava para resolver. Em meio a tudo isso, a paisagem campestre, com a cana sendo colhida nessa época de plena safra da lavoura, nos mostrava o percurso a seguir até Messias, e depois à Bititinga, o que nos trouxe outras lembranças, dessa vez do tempo de peregrinação pelas terras da Espanha.  Mas, peregrinar, não estava nos planos desta tarde.



Foi aí que apareceu um carro e nele estava o Izaías, morador conhecido de Messias, que surgiu como um anjo para nos ajudar. Também apareceu o Júlio, outro morador das redondezas e daí ficou mais fácil resolver o problema do carro quebrado, que teve que ser levado, puxado, até uma oficina em Messias. Pensávamos que não ia mais dar para chegar à Bititinga nem entregar os livros para a biblioteca, falar das novidades do projeto, rever a criançada. Foi aí que o Izaías nos ofereceu carona até a Bititinga e assim foi possível fazer a entrega.




 A turminha já estava no clube e os livros infantis da Fundação Cultural Itaú chegaram nas devidas mãos. Apesar o curto tempo - pois não queríamos abusar da simpática carona do Izaías , e precisávamos saber do desfecho do carro -, deu para apreciar as novas maquetes da atividade do cooperativismo, feitas pelos amigos do projeto. Estavam bem bonitas!


 E a tarde continuou com jogos e  brincadeiras na Bititinga....