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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Casa cheia!

Do lado de fora do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, no bairro de Jaraguá,  Maceió, a imagem para mais um dia da Bienal Internacional do Livro de Alagoas  era esta :







Antes mesmo das portas para o interior do Centro Cultural abrirem - às 10 horas da manhã-, estudantes de várias procedências - do interior do estado e aqui da capital -, e de várias escolas - públicas e privadas - chegavam  muito animados para a visita. Alguns, como esse grupo de alunos da Escola de Ensino Fundamental Octávio Brandão, iriam conhecer pela primeira vez uma Bienal do Livro.




Portas abertas, e lá vamos nós, outra vez!





A sexta Bienal Internacional do Livro de Alagoas que homenageia "MEU QUERIDO PORTUGAL" tem sido  uma das mais movimentadas. Público previsto por dia é de 20 mil pessoas, mas tem quem acredite que esse número será superado até o próximo dia 3, data de encerramento dessa edição 2013.  E como se trata de bienal, a próxima será em 2015.







Dessa vez deu para dar uma passadinha no estande da Livraria Beabá. Um alôzinho para a Maria Lydia, livreira e que trabalhou muito para a divulgação do evento. A Lydia, aliás, como já postamos aqui no blog, tem sido uma das doadoras de livros para o acervo da Biblioteca Comunitária Bititinga.


Outro estande sempre recheado de livros infantis e infanto-juvenil é da Brasken, que exibe várias produções de autores alagoanos.



HISTÓRIAS DE LEITURA, foi o tema de uma das oficinas (são várias) oferecidas GRATUITAMENTE, na programação da Bienal . Promovida pela Ufal, a oficina foi uma oportunidade para entrar em contato com um dos grupos de Contadores de História formado por alunos do curso de Pedagogia e bolsistas do MEC/Sisu  , coordenados pela professora Cláudia Pimentel, que falou sobre a importância da leitura em sala de aula, e do papel do mediador de leitura para atrair e motivar os pequenos leitores.




A partir da leitura do livro Histórias de Alexandre,   "causos contados"  pelo escritor Graciliano Ramos, eles fizeram uma contação  - com encenação - para os participantes da oficina.



E não parou por aí. Teve também a declamação do poema " As duas velhinhas",  da escritora e poeta Cecília Meirelles; A estória de Bob no país das verdurinhas, de Simone Cavalcante;  A Bruxa Salomé, de Audrey Wood; e um dos poemas de Manuel Bandeira. Todos escolhidos pelos alunos de pedagogia da Ufal .

Leitura do livro Bob no País das  Verdurinhas


Depois veio a parte da dinâmica. Um desafio para nós - participantes da oficina - foi produzir uma imagem das estórias de alguns dos livrinhos trazidos para a oficina, fazendo uma espécie de customização em uma sacola ou avental. Opa!

Quem tem jeito foi longe. Os jovens alunos surpreenderam pelo talento artístico.




A minha escolha foi uma cena do livro " Minha irmã  Sherazade", das Mil e Uma Noites. Eu até que tentei, mas...


Trabalho de artes pode ser inserido após a Contação de Histórias


.... Os temas foram os mais diversos, e muitos fizeram uma bela reprodução de imagens das estorinhas escolhidas, como essa sacola inspirada no  livro infatil Chapeuzino Amarelo, de Chico Buarque.


No final os participantes fizeram a apresentação de seus trabalhos baseado nas ilustrações que fizeram. UMa ideia bem bacana que pode ser feita em outras contações.


















Avental reproduz cenas da estória de Peter Pan




E assim, os dias na VI Bienal, em Maceió, estão sendo  bem movimentados!

Chegada de mais um grupo de estudantes para visitar a Bienal, em Maceió

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Cultura em foco





De volta à Bienal  e logo de cara deu para comprovar o quanto um evento como esse movimenta o mercado cultural alagoano.  Aliás, Mercados Culturais e Economia Criativa foi tema de um minicurso com o pesquisador e professor da Ufal , Elder Maia Alves,  que exibiu dados e informações sobre as leis e fundos de incentivo à cultura e como atualmente o Governo Federal vem fomentado as empresas culturais. Assunto que mexe com a cabeça de muita gente que vai em busca de apoio para os seus mais diferentes projetos.

Pesquisador da Ufal expõe dados sobre o mercado cultural brasileiro


Estandes lotados, corredores movimentados e livros à vontade. A Bienal é uma festa e os grupos de crianças vão se espalhando e descobrindo o mundo da leitura. Uma aula diferente e tem espaço até para a hora do lanche.


A paradinha para o lanche fez parte do passeio desse grupo de pequenos estudantes que visitaram a Bienal Internacional do Livro de Alagoas




No estande da Edufal, o Dia do Livro foi comemorado com descontos de até 50% na venda de alguns exemplares da editora. E não faltou quem buscasse os autores da terra,  entre outras edições  presentes nas estantes. Mesmo quem foi apenas para passear , e dar àquela olhadinha, termina não resistindo diante de tantas opçõesde leitura.


Estande da Edufal - organizadora do evento- sempre divulgando as produções alagoanas


Dos mais caros, como alguns lançamentos e best sellers, até as revistinhas, sempre tem olhos e mãos ávidos por segurar aquele que, apesar dos prognósticos advindos com a era digital só comprova que o livro, o velho livro de papel, continua e continuará em alta. Gibis e revistinhas continuam sendo um começo para formar novos leitores.



Diversas revistinhas, com preços bem acessíveis, chamam a atenção da criançada

A  turma da Ascom se reveza na cobertura do evento e tudo pode ser acompanhado pelo site da Edufal e outras mídias. Uma cobertura de fôlego para um evento que começa às 10 da manhã e só termina às 22 horas, durante 10 dias,com uma programação que não para.


Estande da Ascom na Bienal fica localizado logo na entrada principal do Centro Cultural



Dessa vez não escapei da fila - bem organizada, diga-se de passagem - em direção ao Teatro Gustavo Leite para assistir uma das palestras do dia. 






Afinal um escritor(a) é uma estrela? Sim e Não, mas no caso de Maitê Proença, certamente sim. Conhecida por sua vasta atuação na dramaturgia e na Tv, a atriz e escritora desperta a atenção do público. Autora de livros como Entre Ossos e a Escrita, lançado em 2005, Maitê tem se dividido entre o palco e a literatura. Seu livro mais recente É duro ser cabra na Etiópia vem sendo lançado em todo o Brasil . Nesta palestra, uma Maitê bem à vontade falou do processo criativo de suas escritas : " Eu fui lá nos porões para catar aquilo, e depois eu mesma me surpreendo e tenho vontade de mostrar por meio da escrita". 



Antes da palestra da atriz e escritora Maitê Poença foi apresentado um vídeo com imagens biográficas









Seu novo livro, uma apanhado de contos que surgiu de uma conversa entre amigos, tem a participação de uma amiga sua, aqui de Maceió, a  ex-presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, a desembargadora Elisabeth Carvallho. Aliás a Maitê, diz que quer voltar em breve "para essa cidade que tem um mar dos mais lindos do mundo". Provavelmente virá  com a turnê da  peça " À beira do abismo me criaram asas" escrita por ela, e que  também faz parte do elenco.


...E na saída do Teatro, deparei com uma nova fila. Dessa vez era para a palestra que viria na sequencia, com o Tico Santa Cruz, da banda Detonautas , o que só prova que a programação da Bienal agrada a todas as "tribos", como eles mesmos me disseram.

















terça-feira, 29 de outubro de 2013

Uma árvore encantadora

Imagine  você está debaixo de uma árvore e de repente olhar para cima e no lugar de frutos, livros. SIM, Muitos livrinhos dependurados nos galhos para chamar a atenção das crianças para o 'Reino do Faz de Conta'. Essa árvore está na Praça do Conhecimento, um espaço especial para as crianças que vão  passear na Bienal Internacional  do Livro, em Maceió.







Na programação infantil oficinas lúdicas e contação de história, com a perfomance de contadores-atores, desvendam o encanto das histórias infantis que atraem não só crianças como os adultos que ao levarem os pequenos também entram no mundo da imaginação. O espaço colorido  foi montado na parte superior do Centro Cultural, e mostra a importância de nutrir as crianças, desde cedo, com os frutos do conhecimento. 


domingo, 27 de outubro de 2013

Passeando na bienal

Num ambiente decorado com painéis que lembram os azulejos portugueses - em homenagem a Portugal, o país homenageado nesta sexta edição da Bienal Internacional do Livro de Alagoas - o Centro Cultural Ruth Cardoso  vive dias de muita movimentação em torno de um dos maiores bens da humanidade: o Livro.




Estandes de várias editoras (comerciais, universitárias e de instituições) expõem livros de todas as cores, tamanhos, formas e gêneros. Tudo para atrair os pequenos e os grandes leitores. 
Os livros em miniaturas continuam chamando a atenção dos visitantes pela beleza e a diversidade dos temas e mensagens, e terminam sendo  bem bacanas para decorar aquele "cantinho de Leitura".




A novíssima editora  e Livraria Viva, daqui de Alagoas, estreia na bienal com um estande que traz  boas produções e lançamentos de autores alagoanos...





....e a Gráfica Oficial Graciliano Ramos exibe suas revistas e coleções infantis, e uma das vencedores do edital Coco de Roda 2014 foi a Sara Albuquerque, também vencedora em edições passadas com o livro O Segredo do Rio Mundaú. Aliás , a Sara ficou de participar de uma roda de leitura com a criançada da Bititinga. 


Eu, Sara e Ise no estande da Graciliano



Autor de livros de romances, contos e atualmente também escrevendo crônicas, o premiado escritor Cristovão Tezza foi um dos convidados da bienal e falou de sua trajetória de vida e de como se tornou um escritor. Para Tezza,"o que produz a literatura é a insatisfação , mas por outro lado a literatura traz uma grande satisfação".

Escritor Cristovão Tezza fala de sua caminhada literária


Nas andanças,  encontramos com o poeta Rosalvo Acioli Júnior convidando o público para o Fórum Literário Internacionalhttp://forumliterariointernacional.blogspot.com.br/, que acontece de 31 de outtubro e 1 de novembro, durante a VI Bienal Internacional do Livro de Alagoas.




Poeta Rosalvo Acioli



Grandes opções , público ausente



Não sei se foi pelo fato de muitas opções ocorrerem simultâneamente; se foi a falta de uma divulgação maior das palestras do dia, ou se o gosto de muitos que estavam na bienal neste  sábado (26) era mais para o humor do irreverente paraibano Jessier Quirino, o que  terminou por esvaziar outras palestras com temas literários.  À caminho do auditório para a palestra sobre Graciliano Ramos, proferida pelo jornalista e biógrafo Dênis de Moraes, chamou a atenção um dos auditórios vazios, onde o professor catedrático da Univesidade do Minho, em Braga, Alberto Filipe Araújo - vindo de Portugal, o país homenageado - deveria, neste mesmo horário, fazer sua apresentação sobre o imaginário educacional a partir das "Aventuras de Pinóquio". Em busca da informação sobre qual dos auditórios seria a palestra do autor de "O Mestre Graça - uma biografia de Graciliano Ramos", terminei, eu e uma amiga, por ficar solidária com o professor e escritor português, que se viu sem plateia para a sua apresentação. Sair de Portugal, atravessar um oceano, e aterrissar na movimentada bienal e não encontrar público para ouví-lo foi no mínimo uma desventura. E onde estava mesmo o  público ? Alguns, verificamos depois, estavam no auditório ao lado, ouvindo o biógrafo Denis de Moraes, enquanto outros estavam naturalmente circulando pelos inúmeros estandes, como é o comum nesses eventos literários, inclusive com os filhos pequenos que poderiam estar em muitas outras atrações em prol da leitura menos, claro, em uma palestra, que embora fosse sobre um dos nossos  grandes escritores- Graciliano Ramos -, e a outra sobre um personagem universal da literatura infantil, Pinóquio, não iria chamar a atenção de quem vai a uma feira literária para participar de oficinas de contação de história, se divertirem e tocar em livros coloridos que chamam a atenção desses pequenos leitores. Mas onde estavam os demais adultos ? foi aí que  lembramos da imensa fila - em português, a Grande "Bicha" - que vimos na parte superior do centro cultural, em direção ao Teatro Gustavo Leite, cuja atração , praticamente na mesma hora (pelo que vimos depois, na programação), era para o espetáculo de humor do paraibano, que por sinal já esteve presente em outra bienal  do livro (assim  soube). Neste caso venceu o humor, e a palestra, certamente tão bem preparada no além mar, morreu na praia, em plena bienal internacional do livro onde Portugal é o grande homenageado.Pensei em Pinóquio, e até achei que pudesse ser uma de suas mentirinhas. Mas as lições de Pinóquio continuam bem vivas na obra que o professor português, co-autor, publicou pela editora CRV .O nome? AS LIÇÕES DE PINÓQUIO - estou farto de ser sempre um boneco. Segue o link da editora CRV

Nossa sugestão é que em eventos como este, preparado com tanta dedicação para atrair tão grande público, as palestras  não sejam realizadas em horários simultâneos, inclusive  os  espétáculos de humor, que sempre atraem um grande público. O melhor é que a bienal continua até o dia 3 de novembro. VEJA A PROGRAMAÇÃO!

sábado, 26 de outubro de 2013

Primavera e Bienal

Enquanto a Cidade Maravilhosa realiza a sua Primavera dos Livros 2013, bem ali, no Museu da República, no Catete, aqui na nossa  Maceió , o clima primaveril é por conta da VI Bienal Internacional do Livro que acontece no Centro de Exposições e Cultura Ruth Cardoso , em Jaraguá. Vários autores alagoanos e de outros estados farão  palestras e lançamentos durante os 10 dias do evento , que  termina no próximo dia 3/11. 







Ah! a entrada é gratuita e além de livros e autores a bienal está cheia de atrações, como oficinas e contação de histórias. Confira.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Jardineiro e artesão

Ainda nas caminhadas pela Feirinha de Artesanato da Pajuçara - um lugar sempre com boas ideias para quem quer empreender com a arte - encontramos com o Severino, que de dia trabalha como jardineiro e à noite expõe sua arte na Praça dos Sete Coqueiros, uma vez que ele não possui um ponto fixo na feirinha.






Lugar sempre movimentado, por turistas e caminhantes, quem caminha pela orla está sempre dando uma olhada nos produtos expostos nas imediações da feirinha. O Severino diz que gosta de fazer peças decorativas usando placas de MDF (material oriundo da madeira, fabricado com resinas sintéticas) , com temas musicais, letras e bailarinas. Para ele o trabalho como artesão complementa sua renda como jardineiro, e mostra que o Severino tem talento e também  boa ideias.






Pois é... tudo isso lembra o lema: Boa ideias, Grandes Negócios!



Artesãos comercializam suas peças na orla de Maceió





Ponto de venda sempre atrai a atenção de quem passa pela orla

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Arte em Madeira

Outro dia, caminhando pela Feirinha da Pajuçara - ponto turistico da orla de Maceió - deparei com a lojinha do Lenilson, cheia de artesanto feito em madeira. Achei que seria uma boa ideia  ter uma dessas para decorar a salinha da Bibilioteca Comunitária da Bititinga.





Apenas encomendei a placa com os dizeres e, se possível, com o desenho de um livro, mas coube ao artesão inserir uma frase que  muito tem a ver com o nosso projeto de Leitura:  Quanto Mais Você Lê Mais Tem Opinião.




Já tinha encontrado outras plaquinhas e talhas em madeira com arte e dizeres diversos, mas sempre que pedia uma encomenda diziam que o fornecedor ou artesão era de outro estado, e assim podia demorar ou então teria que fazer mais que um pedido. Nesta loja da feirinha o artesão é o próprio dono do ponto de venda e aceitava encomenda para o dia seguinte.


O artesão Lenilson Geraldo começou fazendo arte em talhas e depois foi criando formas de animais que são usados para inúmeros utensílios, além de uma variedade de chaveiros personalizados e peças decorativas, porta-lápis, livrinhos de madeira e também brinquedos. 

Inúmeros objetos e placas são feitos pelo artesão



As peças são exposta na feirinha de artesanato da Pajuçara


O artesão morou em União dos Palmares, zona da mata alagoana, e é reconhecido como "Artista da Terra", mas diz que se tornou artesão  por necessidade, quandoi estava desempregado, e hoje a venda de seus trabalhos na feirinha é a sua principal fonte de renda. Foi responsável pela implantação da oficina de artesanato para os reeducandos, mas o projeto não foi adiante por falta de condições para manter as atividades da oficina. Ele diz que é preciso investimento para manter as oficinas que requer um espaço adequado, maquinário como serras elétricas, cola e a próprio matéria -prima, que muita vezes vinha de doações. 
Aliás, oficinas como essa deveria ter maior atenção por parte dos gestores, uma vez que além de ocupar o reeducando pode amanhã servir de fonte de renda, como é o caso do Lenilson e de outros que vivem de sua arte.







Todo o material usado na confecção das peças, segundo o artesão, é de madeira reciclada, e vale lembrar que  as frases podem ser feitas ao gosto do freguês (no caso de encomendas), mas Lenilson Geraldo tem sempre boa opções.