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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A Lista

Para quem leu a postagem anterior, pode está se perguntando: Afinal, quais os títulos citados na  Lista dos Livros que em tão "boa hora" chegaram em minhas mãos, e que, por sinal, neste último dia do ano ainda recebi de presente? Alguns, inclusive, já foram  parar em outras mãos, trocado, doado ou emprestado. O importante é fazer a fila andar, e dar espaço para que outros leitores aproveitem.

Então, segue a "Minha Lista " (alguns ainda por ler nesse 2014), com respectivos  títulos e autores:






Auto-Retrato de Khalil Gibran - Gibran Khalil Gibran
de bichos e pessoas - Clarice Lispector
Mensagem - Fernando Pessoa
A Cidade e as Serras - José Maria Eça de Queirós
José - Rubem Fonseca
História de Alagoas - Moreno Brandão
A História Escrita no Chão - Luis Sávio de Almeida
O Engenho de Açúcar No Nordeste - Manuel Diégues Junior
Era Lisboa e Chovia... - Dário Moreira de Castro
Os Enamoramentos - Javier Marías
Retalhos do Passado - Marília Calheiros Guerra
O Revisionismo Histórico Brasileiro Uma proposta para discussão)- J.F Maya Pedrosa
Entre Ossos e Escrita - Maitê Proença
Liberdade - Jonathan Franzen
Menino de Engenho- José Lins do Rêgo
Uma Busca da Verdade - A. Moacyr Uchôa
Getúlio Vargas em Dois Mundos - Wanda A. Canutti (pelo espírito de Eça de Queirós)

... e os recém-chegados:

Cartas Lacradas -Dora Openheim
Fim - Fernanda Torres









Da lista acima,entre crônicas, romances, História e autobiografias, cinco são de autores alagoanos ( Moreno Brandão; Luís Sávio de Almeida; Manuel Diégues Júnior; J. F Maya Pedrosa  e A. Moacyr Uchôa), e uma ( Marília Calheiros Guerra) nascida em São Paulo  mas criada em Alagoas e Pernambuco, onde reside atualmente. Desses, alguns são parentes (primos) e amigos. 

* Os livros estão disponíveis para trocas e empréstimos.




terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Mensagem






Em meio ao dia a dia apressado muitas vezes esquecemo-nos de lembrar e celebrar da melhor forma o Seu nascimento, os Seus ensinamentos, o Seu Natal, que nada tem a ver com aquela figura vestida de vermelho, com longas barbas brancas e que termina sendo um dos símbolos mais marcantes dessa época, enquanto o verdadeiro sentido do Natal - O Nascimento de Cristo - muitas vezes fica ofuscado pelas luzes multicoloridas do consumismo exagerado.

Que os ensinamentos do Cristo se espalhem cada vez mais na vida de cada um
Edificando e inspirando a obra humana,
como os milhares de livros que povoam as monumentais e pequeninas bibliotecas, escolas,  livrarias, internet e os lares
E que são fonte inesgotáveis de ensinamentos e prazeres no nosso caminhar .



Obrigada pelos “Presentes Preciosos” que chegaram em nossas mãos em horas certas,
e inspiraram a criar uma daqueles “Árvores ” em um cantinho de nossa casa ,
com um tanto de Kahlil Gibran, Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Eça de Queirós, Rubem Fonseca, Moreno Brandão, Sávio Almeida, Diégues Júnior, Dário Moreira de Castro,  Javier Marías, Marília Calheiros Guerra, J.F. Maya Pedrosa, Maitê Proença, Jonathan Franzen,  José Lins do Rêgo...alguns desses já lidos, relidos e  tantos outros que esperamos ler e compartilhar com outros leitores  nos dias que se seguem...

Boas Festas, Boas Leituras!








segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Então é Natal...

Sábado passado pegamos a estrada e rumanos para a Bititinga. Foi uma tarde de cantoria, encontros com antigos moradores e confraternização com a turminha que costuma frequentar as atividades do Engenho de Leitura. A mensagem natalina veio a partir da música   Então é Natal ..., da cantora Simone. Em clima de alegria ensaiamos a letra e logo improvisamos um pequeno coral com os moradores. 







Então É Natal (Simone)

Então é Natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez
Então é Natal, a festa Cristã
Do velho e do novo, do amor como um todo
Então bom Natal, e um ano novo também
Que seja feliz quem, souber o que é o bem.......





Genilda Rosalino, moradora da Bititinga, participou da cantoria




Aos poucos foram chegando alguns dos moradores antigos. Um deles o seu Bertoluzo, que aos 99 anos mostrou que tinha uma memória pródiga e saúde de jovem, e lembrou com minha mãe (Lena) algumas cenas do passado na Bititinga.








Outros moradores antigos, e que se juntaram ao grupo, foi o seu Felipe Mário, seu Euclides e seu Esterlino. Aproveitamos para contar histórias,  e as crianças estavam animadas com o sorteio de uma cesta natalina. 




Sempre atento para embelezar o Clube da Bititinga, o Geraldo  foi rápido em colocar   a placa que levamos para o Jardim da Vovó, e esperamos em 2014 colher as Margaridas, Beneditas, Rosas....enfim, para cada vovó uma homenagem dos netos, moradores e ex-moradores da Bititinga que querem ver o lugar reflorescer.




Convidado pelo Alcides Gerard, que sempre ajuda no apoio do som no Clube, o Louis deu uma voltinha na motocicleta pela estrada da ex-usina

Na despedida, já no finalzinho da tarde, a imagem da lua crescente deste mês de dezembro, embelezando o céu da Bititinga.

O blog deseja-lhes um  Natal Feliz!



Lista de Livros – Engenho de Leitura Bititinga 

Infanto-juvenil

Luana -A menina que viu o Brasil Neném – Aroldo Macedo
Os Doze Trabalhos de Hércules – Monteiro Lobato – FNLIJ
Rindo Na copa –Marcelo Cavalcante – Sesc
Um Furo no Mundo – Tiago de Melo
Didáticos/referência

Dicionário Escolar – Douglas Tufano






quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Maceió Massayó




Maceió

No engenho Massayó
um dia a cidade nasceu
e em meio a ladeira e o alagado
uma capela foi erguida.

Aos poucos o espaço avançou
e um povoado se fez
Nobres, ricos e pobres
habitavam a terra anfíbia.

Liberta da vizinha Capitania (Pernambuco)
uma nova vila surgia,
e veio o imperador
Conferir tantas riquezas.

 Em vez de curral, uma praça
cercada de construções imponentes,
e muitas histórias contadas
algumas de estremecer
o velho sobrado e a fé  
que habitam o engenho de outrora.

(por vanessa Omena, do livro de poesias inédito "os dias brancos")

Clique aqui para ver mais fotos antigas de Maceió


domingo, 1 de dezembro de 2013

Reflexões sobre leitura

Deixo aqui  trechos das reflexões do educador e filósofo brasileiro Paulo Freire sobre a importância da leitura:



 Paulo Freire:  Patrono da Educação Brasileira.


“A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra. O ato de ler se veio dando na sua experiência existencial. O ato de ler o mundo implica uma leitura dentro e fora de mim. Implica na relação que eu tenho com esse mundo”.

“Ler é uma operação inteligente, difícil, exigente, mas gratificante. Ninguém lê ou estuda autenticamente se não assume, diante do texto ou do objeto da curiosidade a forma crítica de ser ou de estar sendo sujeito da curiosidade, sujeito da leitura, sujeito do processo de conhecer em que se acha".


Ler é procurar buscar criar a compreensão do lido; daí, entre outros pontos fundamentais, a importância do ensino correto da leitura e da escrita. É que ensinar a ler é engajar-se numa experiência criativa em torno da compreensão. Da compreensão e da comunicação".

sábado, 23 de novembro de 2013

Clima Natalino

A biblioteca da Bitititinga já está em clima de Natal. O Geraldo e a Cida já montaram uma árvore e enfeitaram a entrada da salinha anexa ao Clube. Até o presépio já foi montado. Vale a pena todos colaborarem com a decoração, inclusive com ideias originais que podem dar aquele toque especial. 



O clima natalino é sempre bom para "arrumar a casa" e deixá-la mais cuidado para começar um novo ano.


Mesmo simples, ou com um toque original, a decoração de natal é sempre um símbolo forte  nos lares, empresas, lojas, escolas, rua... Nessa hora a criatividade sempre é bem vinda!


Pisca-pisca estrelinha,
pisca pisca lá no céu
por detrás daqueles morro
mora o "Papai Noel".....












Olha só que ideias originais nós encontramos no site hiperoriginal de àrvores feitas com PAPEL e LIVROS.
Galhos secos e plantas naturais também podem ser uma ótima opção para deixar seu natal com um toque original.




segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O texto da Cida

Não é de hoje que o nosso velho Sertão castigado de "guerra" (nesse caso a secular falta de políticas públicas para que o sertanejo - antes de tudo um forte - conviva com o chamado fenômeno da seca - embora já podemos ver melhoras),  tem sido tema da nossa vasta literatura regional, que há muito rompeu fronteiras e ganhou mundo. Que o diga o personagem Fabiano, do famoso romance Vidas Secas, do Mestre Graça. Na música a Asa Branca bateu asas e voou temendo a fome, dizia Gonzagão. Outro dia, levamos para a Biblioteca Comunitária da Bititinga o livro O voo da Asa Branca (editora Prumo), do carioca  Rogério Soud,  uma releitura ilustrada da canção Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (Estante FNLIJ). Pedimos a Aparecida, sertaneja que é, para fazer um texto sobre o Sertão baseada nas imagens do livro e em suas memórias. Nascida e criada no sertão alagoano, a filha de Victor, o Vaqueiro Destemido de Major Izidoro, Cida fez bonito, e nos presenteia com uma abordagem atemporal sobre o nosso tão falado Sertão. Segue o texto da Cida: A Vida no Sertão.

A sertaneja Aparecida , a Cida,  moradora da Bititinga, com Alcides, um de seus filho, é responsável, junto com Geraldo Rosalino, pelo acervo da Biblioteca


A Vida no Sertão
Maria Aparecida dos Santos*



                       
A vida do sertanejo é muito sofrida, terra seca, sem água potável  para se beber, o gado morrendo sem ter o que comer, ainda bem que se planta muita palma, para matar a fome e a sede do gado.

A terra se partindo de tão grande que é a seca, toda a população e principalmente as crianças, procurando um pouco de água para matar sua sede, e você olhar para todos os recipientes de casa e ver que estão todos vazios, dá um desespero...
Só lhes resta ir até um açude, este mesmo, quase que na lama, por falta de chuva... Você olha e não vê outra opção, se não encher seus baldes ou potes e sair com eles na cabeça, desta água se bebe, se cozinha, lava roupas, sem mesmo se preocupar, com os perigos, que esta pode trazer à saúde.

No Sertão você só vê as árvores com seus galhos secos, queimados pelo sol. O sertanejo chora e lamenta por ver seu rebanho morrendo. Eles fazem procissão com o balde na cabeça, para que Deus mande logo chuva. Com essa situação tão caótica muitos sertanejos abandonam suas casas, deixando ali suas famílias sem mesmo ter o que comer, e parte em busca de uma vida melhor na cidade grande. Só que chegando na cidade grande é mais um sofrimento, porque o sertanejo só sabe mesmo é cuidar de gado e lavoura.

Muitos ainda vivem em casinhas bem humildes, é muito sofrimento para seus filhos verem a mãe chorando por não terem nem um pedaço de pão para alimentá-los. Mesmo assim, o sertanejo ainda persevera na luta, vivendo cada um como pode, comprando água a 7,00 ou a 10,00 R$ a carga de água, mas aqueles que não têm dinheiro para comorar água, tem que beber água suja, às vezes lameada, ou como diz o sertanejo “água barrenta mesmo”. Diante de tanto sofrimento e tristeza, são felizes. Olhando para o céu, debaixo de um sol escaldante, veem o voo de uma pombinha branca, bem no alto como se quisesse transmitir alguma mensagem de fé e esperança.


* Sertaneja e moradora da Bititinga.