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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Os "últimos" posts

             

Quem andou lendo os últimos posts do nosso blog percebeu que deixei de falar um pouco  das atividades habituais do Engenho de Leitura  Bititinga e me aventurei a mostrar um pouco – e foi mesmo  só um pouquinho  –,  de tudo o que foi os 10 dias dessa 6ª edição da Bienal  Internacional do Livro de Alagoas. Durante esses dias, eu, e mais  260* mil pessoas (entre os alagoanos e de outras paragens)  estivemos no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso – o Centro de Convenções de Maceió, - para participar de um evento que, comprovadamente, se tornou no maior evento cultural do nosso Estado - tão cheio de histórias, belezas  e talentos, como  também tão criticado por conta de alguns maus serviços e da violência, mal que, infelizmente, tem dominado muitas páginas de jornais que poderiam falar de coisas boas, criativas, pacíficas e interessantes como um evento como esse, onde as pessoas, em sua maioria, foram se divertir , passear, e levaram na bagagem, certamente, algum conhecimento novo.  Dos 10 dias do evento tive o privilégio – com certeza por está na condição de desempregada – de ter ido a pelo menos metade dos dias em que aconteceram a programação, o que me deu a possibilidade de dimensionar o que a bienal representou no cotidiano de muita gente, entre crianças, jovens estudantes,  universitários, professores,  além de famílias e adultos em geral que estiveram  participando de alguma palestra, seminário, fóruns,  minicursos, lançamentos, oficinas, contações de estórias, ou simplesmente olhando as novidades – e a profusão de títulos – existentes nos vários estandes da bienal, entre editoras comerciais, universitárias, públicas e de instituições. E havia de tudo!

Uma mostra foi o que eu mesma e meu filho trouxemos para casa, além do que eu pude ver no entusiasmo de outras pessoas, como a amiga Stella e a filha Luana, pessoas com quem eu encontrei, junto com uma de minhas irmãs, ainda no domingo, já no finalzinho da bienal. Muitas editoras colocaram preços promocionais, como foi o caso da Edufal, e mesmo sem ter sido  livros de lançamento muita gente comprou obras importantes e com um bom preço. Em minhas andanças de “garimpagem” trouxe o Engenho de Açúcar do Nordeste, do alagoano Manuel Diégues Júnior (Edufal), algo que me interessa para as minhas atuais pesquisas, mas  encontrei promoções em quase todas as editoras, algumas com até 50% de desconto, uma oportunidade para quem gosta de sair garimpando pelos estandes. Outros livros que trouxe na bagagem, foi Alagoas, gênese, identidade e ensino, de Leda Almeida (Edufal); A  Ilha, do poeta alagoano Carlos Moliterno (3ª Edição, Edufal) – presente que dei para a minha mãe, e que trouxe boas lembranças de família -; A educação Infantil em Alagoas, de Elza Maria da Silva (Edufal); mar que me afagas, livro de poesia do  português  Marcos Manuel Girão; e já no finalzinho, bem no último dia, um livro pocket (de bolso), Entre ossos e a escrita, de Maitê Proença (PocketOuro, selo da Agir Editora), uma das atrações convidadas  para lançamentos de livros e palestras durante a Bienal. Se gastei, sai economizando ainda mais. Ah! esqueci de dizer que comprei alguns livrinhos clássicos infantis, cujos preços variavam entre 3, 5, 10 reais, entre eles o Pinóquio (edição made in China, com capa dura e visual atraente),  e que vamos levar para o acervo da Biblioteca Comunitária da Bititinga, e certamente fará a alegria da turminha que participa das nossas rodas de leitura, e fará parte do acervo. Já meu filho, agora com quase 13 anos, comprou no estande da Beaba, com desconto da livreira Lydia,  o livro Hobbitt, de J.R.R. Tolkien (Martinsfontes), pois é da idade – e de seu gosto pessoal- as ficções  do clássico moderno e prelúdio da saga O Senhor dos Anéis, alguns  já vistos por ele no cinema ou em dvd. No último dia da Bienal, encontramos, pela metade do preço, o Guinness Worlds Records 2013, uma edição que lhe chamava a atenção desde outras feiras e bienais e que até então não foi possível comprar. Espero, agora, que ele faça um bom proveito – eu mesma, como mãe, vou também acompanhar e querer saber das curiosidades. E as opções para o infanto-juvenil são sempre bem atraentes, e cada vez mais com obras de autores da terra, alguns dos quais, revelados em editais e prêmios literários.





Ainda discorrendo sobre os vários títulos, gêneros e, claro, o valor que o livro possui para cada um (e aqui não falo apenas do valor monetário), pude comprovar a felicidade estampada no rosto da Stella, que tinha encontrado vários livros, “ e por um preço bem legal”, e que ela já vinha “namorando”, entre algumas outras novidades. Para a filha e a neta os livrinhos infantis, e que eu vi muita gente comprando, e que é mesmo uma ótima opção para presentear, ainda mais já nas portas da época natalina. Entre os livros da Stella, e que ela fez questão de me mostrar ainda no calor da Bienal, havia um livro de culinária de feiticeiras, de uma escritora francesa, e que a atraiu, também, pela delicadeza das ilustrações.  Um verdadeiro achado! Além de leitora contumaz, a Stella também adora decorar ambientes com aqueles livros de capas tão lindas-, mas que também possuem, certamente, o seu valor no recheio.




Sabemos que muitos pessoas voltaram sem livros novos para casa, embora alguns estandes distribuíram folhetos e cartilhas, fizeram contação, e sem falar dos folhetos de cordel, sempre com preços bem acessíveis e com temas (os motes) para todos os gostos (Até ganhei um do pedagogo , poeta-ator e cordelista, Demis Santana, com quem eu participei de uma das tantas oficinas oferecidas durante à Bienal). Soube, inclusive – embora não tenha conhecimento da dimensão dessa iniciativa – que a Prefeitura de Maceió teve uma iniciativa pioneira em prol do incentivo à leitura, distribuindo um Vale- Livro, para alunos da rede municipal de ensino, com um crédito de R$ 10 reais para que o aluno adquirisse um livrinho de sua escolha durante a visita com a escola. Talvez, para alguns, esse valor seja apenas simbólico, mas foi de fato uma iniciativa que merece ser ampliada para atingir mais alunos da rede pública. A própria organização da Bienal também recebeu doações de várias editoras e de autores, e soube que os livros vão ser direcionados a escolas de municípios com baixos índices de desenvolvimento humano, numa forma de contribuir para o acesso e o incentivo à leitura.

No geral, o que ficou dessa sexta edição da Bienal do livro foi que, apesar dos avanços tecnológicos da Era Digital e da globalização, da violência que assusta, da mesmice que muitas vezes se instala, das seduções do consumo do super supérfluo, eventos como este é uma verdadeira festa democrática, de gosto, público, preços e atrações, e também lugar de encontros e reencontros com  pessoas que, como eu, também estão em busca desses lugares e contato com os livros.

Faltei falar de Portugal, o país homenageado desta edição, e que nessas minhas andanças terminou por me proporcionar alguns encontros, e também desencontros com o que mais viria do além-mar, e que termina por ser fundamental para dimensionar a programação de eventos desse porte, que, creio, cada vez ficará mais interessante e atraente para todos os públicos.

De parabéns a Ufal, e a sua Edufal, com a ajuda dos patrocinadores, pela ousadia em tornar Maceió palco de um evento como este, sendo esta a única Bienal do país organizada por uma universidade, segundo soube.

Registro aqui um post, que li na rede social, na página da Bienal, feito ontem por uma visitante: “Quem foi, foi. Quem não foi perdeu”.

È verdade. Agora é esperar a próxima, em 2015.
(OV)


*260 mil visitantes, foi o número divulgado pelos organizadores do evento.








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