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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Dia do Livro

Foi no dia 29 de Outubro, de 1810, que a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil, e neste dia é comemorado o Dia Nacional do Livro.

Mas o que é o livro?
Desde a antiguidade, os primeiros registros humanos eram feitos em argila ou pedra, passando para o papiro, depois o pergaminho, e já na  Idade Média com os monges copistas dedicados a reproduzir  as obras.
Mas foi na Idade Moderna, com a  imprensa com tipos móveis inventada pelo alemão Gutemberg,  que o livro se popularizou tornando-se mais acessível pela redução enorme dos custos. Daí em diante o processo de produção do livro foi ficando cada vez mais aperfeiçoado, e hoje a cadeia produtiva do livro é bem diversificada e o mercado editorial tornou-se um grande negócio. Mas para além de seu suporte, seja os impressos, ou mesmo os novos livros em formato eletrônico (pelo computador), o livro não seria livro sem a inspiração dos diversos textos que saem do engenho humano.

E diante de tantos livros para ler, surge a pergunta: o que seria um bom livro?

Para responder a essa pergunta, que certamente gera várias opiniões e reflexões,a resposta que me parece mais simples, e por isso mesmo mais fácil de acertar, foi dita por um educador norte-americano:

  " O BOM LIVRO É AQUELE QUE SE ABRE COM INTERESSE E SE FECHA COM PROVEITO" (Amos Akoh- 1799-1888)



domingo, 28 de outubro de 2012

Curiosidade



 Durante  início do período colonial, a língua mais importante era o tupi-guarani, que apresentava duas variantes - o tupi antigo e o tubinambá. Em nossas pesquisas, estivemos com o  José Fenando de Maya Pedrosa,  membro do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL), primo de meu pai , Valdo Maya de Omena (1935-1969),  e estudioso sobre a língua tupi-guarani, que ele aprendeu durante a época em que serviu como oficial do exército brasileiro no Paraguai. 

E  é da língua de nossos antepassados indíginas que a Bititinga foi batizada. A explicação foi mais uma grata surpresa  das nossas conversas com os familiares, e que compartilho com os leitores do blog.


BITI  = NEBLINA
TINGA= CINZENTA (O segundo TI é relativo a cor branca)
Na língua Tupi-Guarani a Bititinga é a terra da neblina cinzenta





 e  é essa imagem  de neblina cinzenta que contemplamos, desde sempre por essas terras, quando a neblina desce das serras e vai  encobrindo a paisagem,




... para depois desfazer-se no calor. E aí tudo fica azul.




Com o tempo de Sol, a neblina dá lugar ao azul que se une as nuances da paisagem


Outros denominações herdadas da língua Tupi-Guarani


UTINGA = Rio Branco (Nome de uma usina em Rio Largo - AL)

PINDORAMA = Terra das Palmeiras( Nome de uma Cooperativa de Agricultores, em Coruripe-AL)
Mais informações sobre o Tupi-Guarani clique no ling do blog piquiri
 

sábado, 27 de outubro de 2012

Uma chuva fininha







Depois de conversas e despedidas uma chuva fininha caiu na Bititinga, mas não faltou a solidariedade dos moradores, que logo apareceram com o guarda-chuva ....

Genilda Rosalino ao lado de minha mãe, Lena.






Olha a Wedja  dividindo comigo o guarda-chuva



 Na saída, notamos que a horta da Mocinha está de vento em popa. 

A horta é uma atividade dos moradores da Bititinga



 Aliás, um dos projetos da AMAFB é justamente criar a horta comunitária da Bititinga, que em tempos passados já  contou com uma dinâmica feira, que era realizada aos sábados bem ao lado do clube da antiga usina, onde se podia comprar hortaliças fresquinhas, entre outros produtos da região. 

MAIS PAISAGENS<<<<<<<< 





















E na paissagem  de hoje, as memórias de ontem vagueiam pelos ares dessa terra tão querida
onde o nosso coração palpita ....


Ponte erguida na antiga estrada de acesso à Usina Bititinga






Uma visitinha

Nossa visita este sábado à Bititinga teve como propósito levar as maquetes e cartazes  doadas pelos alunos que participaram da feciarte do Colégio SEB COC (Maceió).

 
Olha aí o Louis transportando o material doado pelos colegas da Feciarte 2012







Para levar todo o material até a Bititinga, contamos com o apoio da Prefeitura de Messias, município onde está localizada a Bititinga, que cedeu o transporte escolar dirigido pelo motorista "Tota" . Ao chegar na comunidade o Geraldo Rosalino, que é o Presidente da Associação dos Moradores e  Agricultores Familiar da Bititinga  (AMAFB), nos recebeu com a mesma simpatia  de sempre. O Geraldo, e sua familia, tem sido sempre parceiro nas atividades desenvolvidas pelo Projeto Engenho, com o objetivo de levar arte, cultura e empreendedorismo para a comunidade.






 Dessa vez não fizemos a contação de histórias, mas a garotada fez questão de ajudar a levar as maquetes para o espaço do clube, que também está abrigando a Biblioteca Comunitária.








... e depois de arrumadas, as maquetes ficarão expostas para que as crianças, e também os adultos, possam visualizar a história do surgimento do sistema cooperativista e seus diversos ramos de atuação.


As maquetes servem de inspiração para as atividades do Projeto



Aproveitamos para discutir com o Geraldo sobre a programação do próximo  sábado, que constará de palestra sobre o tema Cooperativismo e uma apresentação das maquetes que representam  os diversos tipos de cooperativas. 










quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Livros e engenho

É só abrir o dicionário (ou clicar no Dr º Google)  que lá está o significado do substantivo masculino ENGENHO que quer dizer: capacidade inventiva, talento, habilidade, gênio.... e a máquina de moer cana, que deu início, com os antigos engenhos de açúcar, a povoação do nosso território ainda quando Alagoas era parte da Capitania de Pernambuco. 
O Projeto Engenho de Leitura e Artes contempla essas duas acepções da palavra engenho. Em pesquisa sobre genealogia, fomos até a cidade de Matriz do Camaragibe, em direção ao nosso Litoral norte alagoano, que junto com o vizinho Porto Calvo, é considerada o berço dos engenhos alagoanos, quando por volta de 1560, o fidalgo alemão Cristovão Lins, O Povoador, fixou-se em Pernambuco e conquistou terras para fundar engenhos de açúcar.
 Aliás, a história da cidade está muito bem contada no livro " Matriz de Camaragibe - sua história " , do alagoano Cláudio Trindade (2004, Edições Catavento).




O livro, que me foi entregue por dona Arlete Mendonça, professora e moradora antiga da cidade, que colaborou com o sobrinho escritor,  resgata as origens desse antigo território, situado à margem esquerda do tão falado e cantado rio Camaragibe.

Dona Arlete Mendonça, moradora de Matriz de Camaragibe  colaborou com o livro " Matriz de Camaragibe - sua história".


Terra histórica de capitães, barões, baronesas e de senhores de engenho, Matriz de Camaragibe surgiu ao redor de um antigo engenho, que recebera o nome de engenho do Meio e depois Engenho Bom Jesus. O engenho Bom Jesus, onde hoje está a igreja matriz de Bom Jesus, pertencia a dona Brites de Barros Pimentel, esposa de Cristovão Lins, O Restaurador, e filho de Cristovão Lins, O Povoador.Possuidora de mais outros engenhos na 
região, ela doou o Bom Jesus para o irmão Capitão - Mor José de Barros Pimentel. Este, vendo que a povoação estava mal situada resolveu doar uma parte das terras desse engenho- também chamado de engenho de Baixo e engenho do Meio - ao Senhor Bom Jesus, cuja escritura de doação ocorreu na casa de Dona Brites de Barros Pimentel, na presença do Vigário Cura, em 24 de Maio de 1686. A doação do patrimônio deu início ao povoamento de Matriz.

A igreja Matriz do Padroeiro Bom Jesus teve sua construção iniciada no século XVII (década de 1686), e foi concluída no final do mesmo século, em 1700. A igreja quarda lápides de antigos moradores da região.



Fatos históricos e curiosidades marcam a vida dessa cidade, ladeada pelo canavial e ilhas de mata atlântica, por onde passa o rio Camaragibe, e que tem limites com sete municípios do Estado: Passo do Camaragibe  (17 Km); São Luiz do Quitunde (18 Km) Porto Calvo (23 Km); Joaquim Gomes (24 Km); Porto de Pedras (36 Km); Novo Lino (41 Km) e 73 Km distante do centro de Maceió.

Vista interna da Igreja  Matriz onde no altar aparece  imagem do menino Bom Jesus e seu acompanhante.


Perto da cidade, na estrada que passa pela usina Camaragibe, muitos engenhos existiam até meados da década passada, como o engenho Serra D´Água, que hoje faz parte das terras da usina.


Apesar do ar de abandono, o casarão da Serra D´Água ainda mostra as característica dos antigos engenhos.


As águas do Rio Camaragibe, que nasce entre os limites dos muniípios de União dos Palmares, São José da Laje e Ibategruara ainda é uma doce lembrança do passado.





Os encantos da natureza ao redor da Serra D´Água  invoca a presença dos  "Grandes Mestres"

    
As antigas moendas despertam o interesse das crianças



Roda cana, roda mel, roda o vento, roda o passado no presente, roda a vida da gente.....








sábado, 20 de outubro de 2012

Cooperativismo e doação


 O livro " Sementes da Cooperação - Programa Cooper Jovem" (Sescoop, 2007), distribuído em um dos estandes da Feira de Ciências e Artes dos alunos do Ensino Fundamental do colégio SEB COC Maceió, é mais um exemplar que fará parte do acervo  da BIBLIOTECA COMUNITÁRIA DA BITITINGA.




O livro traz histórias, experiências, brincadeiras e informações sobre o mundo do cooperativismo e sobre o mundo em que vivemos, tornando a leitura mais interessante e divertida




Visitando a Feciarte  ficamos sabendo um pouco mais sobre o que é o Cooperativismo, tema dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos, que mostraram a força dessa organização baseada na ajuda mútua, democrática e participativa.

Várias cooperativas alagoanas, dos ramos agropecuário, de produção, de consumo, crédito, saúde, trabalho, turismo e lazer estiveram representadas nos estandes .Os alunos estavam bem motivados com o tema.


Uma das principais cooperativas do Nordeste, a Cooperativa Pindorama, localizada em Coruripe (AL), esteve presente em alguns estandes, mostrando o seu pioneirismo e a diversidade de seus produtos.



Para nossa satisfação, ao final do evento muitos alunos doaram para o Projeto Engenho de Leitura e Artes Bititinga as interessantes maquetes utilizadas nas suas apresentações, 










e o  tema cooperativismo também  vai ser assunto das próximas atividades do Projeto.








terça-feira, 16 de outubro de 2012

Gostar de Ler

Para gostar de ler é preciso ter um livro,
abrir as páginas e aos poucos entrar na história
 e seguir em frente com o enredo, imaginar o cenário, o (s) personagem (s),
seja  irreal ou bem parecido com alguém que você conheça.

Não importa se for poesia, um romance, uma fábula,  o gibi,ou o livro de história e de filosofia da escola.

Se a narrativa parece cansativa, quem sabe lá adiante ela te surpreenda,
o importante é seguir em frente, virar a página
imaginando que cada livro pode lhe trazer um novo pensar,
e até  fazer você criar um  final diferente, um novo contar

Afinal, quem ler pode também escrever, pensar, contestar, viajar, conhecer
e assim ter novas idéias .

Para isso a Biblioteca Comunitária da Bititinga foi criada,
para que vocês tenham mais opções de leitura e assim poder adquirir cada vez  mais conhecimento.
De nossa parte vamos continuar em busca de novas doações para o acervo,
mas é preciso cultivar o hábito da leitura.

É  só procurar pelo Geraldo Lino e a Aparecida, responsáveis pela biblioteca comunitária
e com certeza você vai levar o livro que escolher para sua casa, e depois de ler vai querer compartilhar com seus familiares, amigos, professores,  e assim o livro vai circulando de mão em mão
e todos vão ter muito assunto para conversar, rir, pensar, elogiar, criticar, aprender....

 Por isso é importante preservar o acervo da biblioteca
para que todos possam ter acesso aos livros
e a biblioteca ficar cada vez mais diversificada.

Eu, por exemplo, no momento estou lendo o livro " Matriz de Camaragibe- sua história", do escritor alagoano Cláudio Trindade (Editora Catavento, 2006), e depois eu conto um pouco sobre o livro.

Esperamos que no próximo encontro, um dos leitores da Bititinga tenham uma interessante história para contar a todos nós.

Boas Leituras!
vanessa
Coordenaora do Projeto Engenho